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    Rascunhos
    “Se na literatura busco recriar
    a verdade que se esconde sob a realidade,
    na vida corro o risco, às vezes fatal,
    de recriar alguém que só existe na minha imaginação.”
    - Fernando Sabino -

    Para Suca...

     

     

    Descobri há um tempo atrás que tenho uma quase sósia. Entrei na casa da minha tia e vi uma foto minha na estante que eu nunca tinha distribuído. Como eu fui parar ali? Não fui. Ela foi. Linda, leve, loira e igual a mim, com uma camisa preta igual a minha, em uma pose igual a minha, um sorriso igual ao meu e adivinha só? Nossa avó é a mesma!. Acontece que vi uma outra foto recente dela e o sorriso não é mais o mesmo, tem um brilho diferente, malicioso, completo... Ela virou mãe.

     

    Não tenho filhos e minha experiência no assunto se resume ao meu papel de tia e madrinha. Por mais que me contem, não consigo imaginar essa sensação do que é ser mãe. Mas, mesmo de longe, eu sinto o amor da minha mãe velando por mim. Vi nos olhos do meu irmão a mudança que um filho traz, uma espécie de amor incondicional. Parece que tudo se compensa quando aquela coisinha com cara de joelho se enrosca em seu colo, quando a carinha redonda se abre num sorriso, quando cambaleante, aquela criaturinha vem confiante para os seus braços e abre a boca num barulho estranho que orgulhosamente e, sem um pingo de vergonha, transformamos em “mamãe”. 

     

    A essa altura imagino que ela já tenha lido, junto com as 26 peças de roupas, 200 pacotes de fraldas, algumas flores, 8 mamadeiras e milhares de cartões desejando à família felicidades, amor e harmonia com essa nova vida que se inicia. (Cópia daquelas pastas com mensagens disponíveis nas lojas de presentes).

     

    Provavelmente não conseguirei fugir muito dessa fórmula básica, e ainda serei prolixa, afinal, a tela é maior que aqueles cartõezinhos brancos com beiradinha cor-de-rosa.

     

    Suca, desde aquela quinta-feira sua vida mudou radicalmente. Cada dia de sua vida será sempre mais importante que o que passou, pois agora existe uma pessoinha que precisa de você. Precisa de amor, respeito por ela mesma, amizade, compreensão, exemplos, limites, segurança nesse mundo tão insano.

     

    Então, o que desejo a vocês são inúmeros dias. Um dia para você olhar para ela e sentir aquele frio na barriga que sentiu ao vê-la nascer. Um dia para você perceber que a ama suficiente à ponto de entregar sua vida por ela, mas nunca o bastante para se esquecer da pessoa que você é. Um dia chuvoso para se aconchegarem debaixo do edredon curtindo pipocas e desenhos animados. Um dia cansativo, que termina com uma guerra de travesseiros. Um dia triste e a certeza de apoio, carinho, colo e um lindo sorriso de confiança, daqueles que só um filho consegue dar. Um dia onde não será preciso dizer nada: vocês sabem, vocês se entendem. Um dia difícil onde as lágrimas se secarão com um beijo salgado. Um dia de festa, para depois de horas no salão (sim, você terá mais uma companhia no salão de beleza e roubando seus sapatos e maquiagem) vocês se olharem e se reconhecerem. Um dia onde você pegará o filho de sua filha no colo e pensará: “Valeu à pena.”

     

    Desejo que daqui a 10, 30 ou 50 anos você olhe para ela e pense... “eu faria tudo de novo, do mesmo jeito.”

     

    Bem vinda Clarinha. Prima, um beijão para todos vocês.

     

     



    Escrito por Cris às 22h36
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    Para Suca...

    Descobri há um tempo atrás que tenho uma quase sósia. Entrei na casa da minha tia e vi uma foto minha na estante que eu nunca tinha distribuído. Como eu fui parar ali? Não fui. Ela foi. Linda, leve, loira e igual a mim, com uma camisa preta igual a minha, em uma pose igual a minha, um sorriso igual ao meu. Acontece que vi uma outra foto recente dela e o sorriso não é mais o mesmo, tem um brilho diferente, malicioso, completo... Ela virou mãe.

     

    Não tenho filhos e minha experiência no assunto se resume ao meu papel de tia e madrinha. Por mais que me contem, não consigo imaginar essa sensação do que é ser mãe. Mas, mesmo de longe, eu sinto o amor da minha mãe velando por mim. Vi nos olhos do meu irmão a mudança que um filho traz, uma espécie de amor incondicional. Parece que tudo se compensa quando aquela coisinha com cara de joelho se enrosca em seu colo, quando a carinha redonda se abre num sorriso, quando cambaleante, aquela criaturinha vem confiante para os seus braços e abre a boca num barulho estranho orgulhosamente e sem um pingo de vergonha, transformamos em “mamãe”. 

     

    A essa altura imagino que ela já tenha lido, junto com as 26 peças de roupas, 200 pacotes de fraldas, algumas flores, 8 mamadeiras e milhares de cartões desejando à família felicidades, amor e harmonia com essa nova vida que se inicia. (Cópia daquelas pastas com mensagens disponíveis nas lojas de presentes).

     

    Provavelmente não conseguirei fugir muito dessa fórmula básica, e ainda serei prolixa, afinal, a tela é maior que aqueles cartõezinhos brancos com beiradinha cor-de-rosa.

     

    Suca, desde aquele sábado sua vida mudou radicalmente. Cada dia de sua vida será sempre mais importante que o que passou, pois agora existe uma pessoinha que precisa de você. Precisa de amor, respeito por ela mesma, amizade, compreensão, exemplos, limites, segurança nesse mundo tão insano.

     

    Então, o que desejo a vocês são inúmeros dias. Um dia para você olhar para ela e sentir aquele frio na barriga que sentiu ao vê-la nascer. Um dia para você perceber que a ama suficiente à ponto de entregar sua vida por ela, mas nunca o bastante para se esquecer da pessoa que você é.

    Um dia chuvoso para se aconchegarem debaixo do edredon, curtindo pipocas e desenhos animados. Um dia cansativo, que termina com uma guerra de travesseiros. Um dia triste e a certeza de apoio, carinho, colo e um lindo sorriso de confiança, daqueles que só um filho consegue dar. Um dia onde não será preciso dizer nada: vocês sabem, vocês se entendem. Um dia difícil onde as lágrimas se secarão com um beijo salgado. Um dia de festa, para depois de horas no salão (sim, você terá mais uma companhia no salão de beleza e roubando seus sapatos e maquiagem) vocês se olharem e se reconhecerem. Um dia onde você pegará o filho de sua filha no colo e pensará: “Valeu à pena.”

     

    Desejo que daqui a 10, 30 ou 50 anos você olhe para ela e pense... “eu faria tudo de novo, do mesmo jeito.”

     

    Bem vinda Clarinha. Um beijão para todos vocês.



    Escrito por Cris às 22h36
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    Tem coisas que nunca mudam

    Quando criança, eu ficava grudada no sofá só esperando a Xuxa aparecer para eu ver a roupa dela.


    Quando adolescente,  todos os meus compromissos eram depois do Planeta Xuxa, porque eu queria ver a roupa dela.


    Hoje, com o controle na mão, me peguei  esperando a Xuxa aparecer antes de mudar o canal, porque eu queria ver a roupa dela.



    Escrito por Cris às 14h55
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    Só para terminar o assunto...

    ... definitivamente não tenho paciência para esse tipo de coisa. Não vou me alongar muito no que ocorreu na única manhã em que me dediquei ao Badoo.

    Em resumo, de um mar de mensagens que pipocaram na minha tela, salvou-se um carinha legal, muito inteligente, papo ótimo e novinho - olha a surpresa aí gente. Carinhas mais novos também conseguem ter um bom papo - e um outro bem lindinho (pelo menos na foto) e com a conversa mais ou menos. Com um pouco de empenho até poderia ser aprovado. No mais, o que fazer com alguém que inicia uma conversa com “ - Podemos se conhecer gata? Ce tá um arraso!” ? O que tem na cabeça alguém que realmente responde uma mensagem assim? O que leva alguém a colocar 73 fotos no Badoo, inclusive foto da carteira de identidade em preto e branco tirada em 1940

    Apesar de parecer cliché, essa foi a primeira vez que fuço de verdade em sites de relacionamento. Conheço várias pessoas que utilizam com certa frequência, ou utilizavam até encontrar sua outra metade (dentro ou fora do computador) e até então minha experiência no assunto se restringia ao meu preconceito quanto ao sistema e à experiência alheia. Algumas gargalhadas em uma manhã de pseudo-folga, uma dica valiosíssima do site Mulher de 30

    e minha experiência em sites de relacionamento acaba aqui.



    Escrito por Cris às 20h43
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    Dica Badoo

    1 - Quer ter com quem conversar? Entre de manhã, no horário comercial. Simplesmente CHOVE mensagens em cima de você. Você não pode? Está no trabalho? Então sorry! risos... Brincadeirinha, como encontrar assunto faz parte do meu trabalho, posso me divertir um pouquinho em pleno horário comercial, mas nesse assunto em questão, só aproveitei uma manha de folga.



    Escrito por Cris às 09h15
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    Assunto!

    Ando sem assunto. Digo, os assuntos que tenho não são assuntos que quero discutir então me considero uma pessoa sem assunto. Mas como posso sobreviver se não tiver assunto? Acontece que ando escrevendo mal e eu mesma sempre digo que para escrever "melhorzinho" basta simplesmente escrever sobre qualquer assunto, mas se não tenho assunto...

    Em resumo, resolvi criar meu próprio assunto! Estou me inscrevendo no Badoo para conhecer novas pessoas, criar novas situações INTERNÉTICAS (ainda não tenho coragem de um encontro às escuras) e contar para vocês. E daí? Daí que empaquei na parte: FALE SOBRE VOCÊ  . Fiquei novamente SEM ASSUNTO.

     

    PS: Eu me esforcei muito para colocar todas essas palavras ASSUNTO nesse texto. Aguardem que espero ter coisas engraçadas a dividir com você.

    PS2: Algum sugestão de como me descrevo?

     



    Escrito por Cris às 08h59
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    Algo assim

    Mulher de 30



    Escrito por Cris às 23h00
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    Virando a página, algumas pelo menos

    Venci uma certa resistência que me acompanhava, cedi à curiosidade - não apenas do desfecho, mas mais especificamente sobre o segredo do sucesso - e estou lendo Amanhecer, o último livro da saga Crepúsculo.

    Começando do final. Mas devo dizer que o conhecimento obtido com os 3 primeiros filmes  permitem que eu acompanhe toda a história sem nenhum porém. A desvantagem? Sinto apenas que minha imaginação ficou limitada, visto que tudo o que “enxergo” enquanto leio vem de Hollywood.

    Estou adorando o livro e já procurando os livros (todos 4) para minha coleção.  A escrita é fácil e o enredo viciante, o que explica a quantidade de fãs incontidos angariados por Edward, Bella e Jake.



    Escrito por Cris às 13h52
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    Não há silêncio que não termine - Ingrid Betancourt

    Durante uma viagem de campanha para a presidência da Colômbia, a candidata Ingrid Betancourt foi sequestrada pelas FARC e permaneceuem seu poder como refém  por 6 anos. 

     

    Apartada do direito natural de ir e vir, ela conta como foram os anos de cativeiro, não apenas a experiência em relação aos fatos, mas principalmente, a reação do instinto humano de sobrevivência e de adaptação ao meio. 

     

    Esses tem sido dias difíceis. Posso dizer que tem sido meses difíceis. Estou aprendendo a lidar comigo mesma, conhecendo uma outra Cris, ou talvez uma mesma Cris que eu escondia. 

    Fase de dúvida, abandono, solidão, saudade, fome, dor, dívidas, erros, medo e inércia. Uma fase onde tento me convencer de que é apenas uma fase, que tudo vai passar e onde me escondo do mundo e mergulho nos livros, vivendo as histórias de outros.

     

    Acontece que a história dessa vez foi real, aconteceu ali, sob nossos olhos e eu não me dei conta. Uma história que conta a dúvida do amanhã, o medo de viver e o medo de morrer, a solidão imposta, a fome real, o calor infernal, a revolta, a humilhação. Sinto vergonha de ler tudo isso sabendo que eu simplesmente ignorei a história enquanto ela desenrolava. Eu não li as revistas, não a vi a TV , não procurei saber e, não vou mentir, vou continuar ignorando o que ainda acontece na selva colombiana. Não vou me preocupar com algo que eu não possa mudar.  Prisioneiros das FARC é uma coisa revoltante, sub-humana, mas "normal" - a velha e conhecida banalização da violência.  

     

    E assim, mais uma vez, eu me revolto comigo mesma. Dentro da minha cabeça existe uma Cris revoltada que não sabe como agir e assim fica quieta e tenta encontrar desculpas para essa aceitação. 

     

    Estou em uma fase difícil sim, uma fase em que eu mesma entrei e que eu mesma vou sair em algum momento, apesar de passar os dias esperando alguma salvação cair do céu. Essa consciência da minha própria realidade e letargia me permite olhar o espelho com sinceridade. Eu minto para os outros, mas nunca para mim mesma.

     

    Gostei muito do livro, Ingrid surpreendeu como escritora, sua verdade é especial e sua coragem inspiradora. Um livro grande, fácil de ler em sua linguagem e difícil de apreender pela sua essência. Foi lido com várias releituras em alguns capítulos que eu queria guardar e, com certeza, estará na estante aguardando uma nova visita quando eu mesma estiver e outra fase. 

     

    PS: Eu deveria estudar antropologia



    Escrito por Cris às 10h51
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    Aprendendo a engatinhar

    Me pediram um texto alegre. No momento, não sei escrever assim.

    ...

    ...

    ...

    ... mas vou aprender.



    Escrito por Cris às 04h18
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    Acho que ando escrevendo para dentro.



    Escrito por Cris às 02h04
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    Coisa de momento

    Sentada em meu sofá novo, só consigo me atentar ao barulho de uma fechadura se abrindo. Aquele tim-lim-rim das chaves batendo umas nas outras enquanto você entra em casa, me beija e reclama das escadas, do calor ou do preço do rocambole. Mas a porta continua fechada, a sua chave está comigo e eu estou sem você. Aí eu pergunto: onde está a beleza do mundo?



    Escrito por Cris às 19h37
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    O mundo pós-aniversário, de Lionel Shriver

    Dejavu é o nome que se dá àquela sensação de já ter visto ou vivido alguma coisa. E quanto à sensação de já ter SENTIDO algo?

    Essa sou eu ao terminar de ler O Mundo Pós-Aniversário, de Lionel Shriver.  Definitivamente eu não vivi a mesma história, mas eu senti a mesma coisa. E agora, pensando com um pouco mais de imparcialidade eu me pergunto, quem não sentiu?

    No livro, a heroína se vê em um daqueles momentos cruciais da vida onde uma escolha é literalmente um divisor de águas. Ou vai ou racha. A opção por um único lado do muro. O ser ou o não ser. A escolha que não volta atrás.

    De uma maneira inteiramente nova (para mim, pelo menos) a autora conduz os dois lados da história. A sorte foi lançada e todas as consequências vieram à tona. Ela (a heroína) não sabe exatamente o que deixou para trás, mas nós sabemos, nós acompanhamos, paralelamente, e  em tempo real.

    Mas além de toda a maestria da autora em levar simultaneamente duas histórias (como se já não fosse suficientemente difícil escrever um único romance), o incrível é que apesar de achar que seria óbvio pensar em todas as minhas própria escolhas irrevogáveis, eu só consegui me concentrar em como parecia que ela estava lendo meu coração de um tempo atrás. E, principalmente, como ela poderia descrever um estado de espírito tão idêntico ao meu, mas ligado á uma história tão diferente da minha.

    A heróina fez sua escolha, nós fomos brindados com as duas continuações, sem a frustração de não saber como teria sido o outro caminho, mas a mim... bem, eu respondi minha pergunta:

    Qual o nome que se dá à sensação de já ter SENTIDO algo? Eu dou o  nome de carapuça!



    Escrito por Cris às 22h34
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    2o capítulo - Um amor na biblioteca

    Naquela noite fatídica em que  nossa heroína levou o malfadado bolo de seu amor, Atenor Antônio, Letícia Amanda não conseguia pregar os olhos. Tudo estava cuidadosamente acertado. Sonhadoramente, ela repassou passo-a-passo o seu dia.

    Eles já se amavam há tanto tempo. Ele não sabia desse tempo todo, é claro, mas ela sabia por ele. Ela o esperava chegar e ele chegava. Ela lhe arrumava a mesa e ele sentava. Ela lhe servia café e ele tomava. Ela se desdobrava e ele apenas... estudava!  Tudo simples assim. Ela vivia para ele e ele para os livros. 

    Mas naquela manhã, algo aconteceu. Ele olhou para ela! Ele falou com ela! Ele disse “Você tem o livro “Jantar à dois”?  e seu mundo iluminou. Era a chave que ela estava esperando. Ele arrumou uma desculpa para lhe dirigir a palavra. E uma desculpa perfeita, que ninguém mais perceberia: pedir um livro para uma bibliotecária. Letícia Amanda captou o contato e respondeu: “Te entrego o livro às 18:30h debaixo da 3a goiabeira da lateral direita”. Ela, corada,  sorriu. Ele, chocado, recolocou o chapéu coco e se despediu - para nunca mais voltar.

    Como faria Letícia Amanda para retornar à biblioteca? Como seria sua vida sem o amor de Atenor Antônio? E será que a máscara de gemas de ovo e taioba batida faria efeito?
    Não perca os próximos capítulos da sua novela da madrugada!



    Escrito por Cris às 09h57
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    A cor da semana...

    Uma flor. Um amor. Uma cor. Um livro.
    A flor que eu mais gosto é uma flor de inverno.
    A cor escolhida é o Garota Verão, da Colorama.
    O livro da vez é O mundo pós-aniversário, de Lionel Shriver.




    "Levai-me aonde quiserdes.
    Aprendi com as primaveras
    a deixar-me cortar
    e a voltar sempre inteira."
    (Cecília Meireles)



    Escrito por Cris às 23h53
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    1o Capítulo - Um amor na biblioteca

    E naquela noite jubilosa, Letícia Amanda se recolheu a seus aposentos em estado melancólico. A noite prometida lhe foi negada sem aviso prévio - ou mesmo póstumo. Saindo do banho iluminada apenas pela luz vinda da janela, Letícia Amanda adiciona mentalmente a troca da lâmpada do quarto  aos afazeres do dia seguinte, tentando assim se esquecer dos episódios de sua vida recente. 

     

     

    Sim, sua decisão estava tomada: ela iria se casar, e de azul marinho!  Ela se casaria com o magistério usando as cores da universidade de Santana em seus taillers nem tão bem cortados assim.

     

    Jogou para o lado os sapatos de salto alto e bico fino que transformaram seus pés em um triângulo - sacrifício válido se tivesse havido um jantar. Aqueles objetos de tortura enfretaram seu último dia de glória. À partir daquele momento, ela jantaria sopa na caneca e se entregaria de corpo e alma (ou não seria sola e dedos?) aos mocassins de sola recauchutada e meias Kendall.  Conforto e adequação, seu mais novo lema  - e sem bolo de sobremesa.

     

    Sim, o dia seguinte seria um outro dia! Seria o dia em que ela se entregaria às mãos daquela que iria lhe fazer relaxar e por uma hora esquecer de todos os seus problemas: a professora de seu curso de bonecos de feltro - sugestão de seu terapeuta. 

     

    Sonhando com a luz da lua e recebendo a luz do poste, ela rodou seus cabelos em uma touca de meia. Se dividindo entre segurar as lágrimas e conter as lambidas de Berenice, a gata, ela tentou em vão espalhar uniformemente  a costumeira máscara de beleza feita de gema de ovo e taioba batida. Dentes escovados, gominha do aparelho no lugar, beijinho aos pés da santa, cabeça no travesseiro e...Atenor Antônio! 

     

    Por que diabos - desculpe santinha - Atenor Antônio  não tinha comparecido ao encontro? Ela o esperou diligentemente embaixo da 3a goiabeira da lateral direita da biblioteca. Será que ele tinha entendido que seria na entrada principal? Mas lá não tinha goiabeira. Ou será que ele tinha entendido que seria na macieira? Mas se assim fosse, Atenor Antônio ficou plantado nos fundos do prédio esperando Letícia Amanda em vão. E, nesse caso, a faltosa da história havia sido ela e ele nunca a perdoaria. “Oh meu Deus, o que hei de fazer?”

     

     Será que Letícia Amanda conseguirá se explicar para Atenor Antônio? Será que Atenor Antônio sabia que tinha um compromisso com Letícia Amanda? Ou, a mais grave de todas as perguntas, será ao menos que Atenor Antônio sabe quem é Letícia Amanda? 

     

    Não percam os próximos capítulos! 



    Escrito por Cris às 02h57
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    Beijos, até um dia

    Impressionante o quanto a gente se acomoda. Basta saber que a pessoa está ali e está tudo bem; não nos preocupamos em ligar, em dizer, em demonstrar. Acontece que de repente, tudo se acaba. 

     

    Eu sei que chegou a sua hora. Sei que é egoísmo meu te pedir para ficar. Também sei que é tarde demais para fazer qualquer coisa. Mas eu te amo - acho que nunca te disse isso - e você vai fazer muita, muita falta. 

     

    Vá em paz com um beijos dessa sua neta branquela.



    Escrito por Cris às 01h57
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    15 livros

    As regras: Não demore muito para pensar sobre isso. Quinze livros que vão sempre estar com você. Liste os primeiros quinze que você lembra em não mais do que quinze minutos. Eles não tem que estar em ordem de importância. E, claro, me conte para que eu conheça seus livros a aumente a minha lista de ‘indicados’. 

     

     

     

    1- Tuareg - Alberto Vasquez-Figueroa

    2- Infiel - Ayaan Hirsi Ali

    3- O nome da Rosa - Umberto Eco

    4- Memórias de um livro - Geraldine Brooks

    5- O Pequeno Príncipe - Saint-Exupery

    6- Alice no país das maravilhas - Lewis Carol

    7- O Reverso da Medalha - Sidney Sheldon

    8- O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Zafón

    9- Vivendo, Amando e aprendendo - Leo Buscaglia

    10- Anna Karenina - Leon Tostoi

    11- O morro dos ventos uivantes - Emily Bronte

    12- O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde

    13- Catadores de Conchas - Rosamunde Pilsher  

    14- Água para elefante - Sara Gruen

    15- Harry Potter (Todos) - J. K. Rowling

     

    (Retirei essa ‘corrente’ do Facebook)



    Escrito por Cris às 03h00
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    Vivendo e aprendendo

    Se existe algo que o Tetris me ensinou é que meus erros se acumulam em pilhas e meus acertos simplesmente desaparecem!



    Escrito por Cris às 05h13
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    Eu sei que comecei esse blog apenas com escritos, mas ahhhhh... esse blog é literalmente meu RASCUNHO e estou em fase de baixa produtividade literária (se é que posso chamar algo aqui de literário) então, enquanto não consigo postar nada passível de leitura, deixo A Mão tomar conta do pedaço e mando para vocês mais um ...

     

    E a cor da semana é...

     

     



    Escrito por Cris às 17h09
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    E a cor da semana é...

     

     

     

    Ela bem que tentou. Passou uma vez e eu ... crash.  Ela apenas respirou fundo, olhou para mim com expressão de condolência e passou de novo. Eu? Chash! Ela retirou tudo e passou mais uma vez e, quando pensa que não, eu... crash. 

    Depois de quebrar um copo, derrubar o prato e queimar o arroz, ela desistiu de passar o tal Paris com Platino - e ficou com o clássico Renda. Eu disse que eu iria me vingar, e quando eu digo eu faço! IUAiUAhiuAhiuAhuiH

     

     

     

     

    Esse machucadinho aí no dedo? Foi o feitiço que se voltou contra o feiticeiro. IUAiUAhiuAhiuAhuiH

     

    Ass: Eu, a mão!  

     

     

     

     

     



    Escrito por Cris às 17h43
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    4 Estações

     

    Querido diário,


    Chegou o verão e eu, garota ‘ixperrrrta’, trinta

    anos de praia e... ainda não aprendi: depois de

    um lindo dia de sol, churrasco na laje, a cerveja

    gelando no tanque, eu com minha blusa

    amarelo-ovo de um ombro só  e  descendo até o

    chão, estou mais vermelha que tomate esmagado

    depois da feira de domingo. Até a marca da blusa

    deixar de ser uma tatuagem permanente, vou ali... ler!



    Querido diário


    E não é que ele hoje passou por mim?

    Ele me olhou,eu olhei também. Ele olhou

    mais,eu olhei também. Ele sorriu, eu

    arreganhei todos os dentes da boca. Ele

    veio andando, eu congelei no lugar. Ele

    abriu os braços e, com lágrimas nos olhos,

    eu abri também...e veio o vento de outono e

    levantou minha saia, meus cabelos taparam

    minha cara e entraram na minha garganta,

    chegando até o esôfago. Vento esse, que

    me poupou a vergonha de ser reconhecida quando

    ele passou por mim e abraçou uma perua saindo

    do carro importado.  O que foi? Ele passou POR

    mim e eu, na vergonha, vou ali... ler!


    Querido diário


    Será que você pode me explicar que

    frio infernal é esse? E porque a gente

    chama o frio de infernal se, teoricamente,

    o inferno é quente? E falando em quente,

    rola um chocolate. Mas chocolate engorda

    e de gordinha, basta eu. Basta nada: em boca

    fechada não entra mosquito, nem chocolate,

    talvez assim quem sabe, uma água de côco

    para refrescar o calor. Calor? Mas não é inverno?

    E desde quando o tempo obedece as estações do ano?

    Não viu o Tsunami no verão? O vulcão no inverno?

    E o que tem haver a alface com o copo de leite? Será

    que alguém pode baixar o ar condicionado? Eu vou

    ali, com pijama de flanela, meia de bolinha e o meu

    edredon listrado... ler!



    Querido diário


    Já chegou a primavera? Não? Como não? E

    como se explicam todas as flores que vejo por

    aí? Rosas, margaridas, tulipas, cravos e

    jasmins? Ahn? Hein? Não te ouvi... ah, sim,

    ainda estou de avental, e estou no trabalho,

    e por um acaso, trabalho em uma floricultura.

    Só que hoje eu vou sair mais cedo. Já disse para

    a Dona Jurema que não tem ‘querê’. Tenho que

    me trocar, pegar o ‘busão’ até o Largo do Batata

    e de lá eu me viro. A primavera que me espere,

    porque agora tenho 4 vidas à desvendar. É que

    hoje eu vou ali em Pinheiros... ler! 




    http://francysoliva.blogspot.com 

     



    Escrito por Cris às 01h54
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    Quero um assim...

    Eu tirei da Achados De Decoração

    ... e ela pegou da TheBeautyFile

    Que a semana de vocês seja assim, simplesmente confortável e linda! 

     

     

     



    Escrito por Cris às 01h28
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    E a cor da semana é...

    Eu, A MÃO, estou de volta. Essa mulher só quer saber de me fazer escrever, de me fazer pegar no pesado. Mas eu quero mesmo é aparecer. Chega de ficar nos bastidores. E como posso fazer isso? Assim oh...

    Essa foi a cor que eu escolhi: Sexy, da Colorama. Sabe que fiquei assim, até meio... sexy! hahahaha

     

     



    Escrito por Cris às 00h33
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    E falando em Garcia-Roza...

    ...ele me apresentou ao Delegado Espinosa. Um homem assim: meio nerd/meio gostoso/ meio canalha-sem-ser entende? Sempre imagino um cara de meia idade, um sorriso charmoso, roupa descuidada. Aquele tipo para quem você não olharia duas vezes na rua, mas que na primeira oportunidade te conquista pelo papo. Sabe de tudo um pouco, tem centenas de livros empilhados nas paredes do apartamento, numa perfeita rebeldia contra as tradicionais estantes. 

     

    Consigo imaginar sua casa, seu freezer com lazagnas congeladas, a cadeira preferida, a cama por arrumar. Consigo ver a vista da janela para a praça, crianças jogando bola que batem em seu próprio carro que,   como o meu, sempre que se precisa dele está com bateria arriada por falta de uso. Praticamente vejo sua expressão ao sair do carro resignado e apelar para um taxi.

     

    São livros policiais, sempre com crimes em Copacabana, mulheres sensuais e misteriosas e o Espinosa - o delegado! Não tem a arrogância do Poirot, nem os olhinhos vívidos da Miss Marple, muito menos o charme das histórias inglesas. Mas tem o calor do Rio debaixo do paletó (que sempre imagino mal cortado), tem a praia, tem copacabana - em resumo: tem o nosso gingado.

     

    Pessoal, deixa eu lhes apresentar meu amigo, delegado Espinosa. Cuidado com sua lábia. Ele só tem cara de bobo. 



    Escrito por Cris às 00h13
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    Uma janela em Copacabana - Luiz Alfredo Garcia-Roza

    Acho que ando lendo demais. Há muito um livro não me 'espanta' ou me agarra, mas o fato é que a teoria que elaborei na metade do livro se mostrou a mesma mostrada em seu final. Não que o livro seja previsível, acho que eu é que estou lidando demais com charadas e quebra-cabeças. 

     

     

    Se você gosta de um livro policial leve ou se já conhece conhece o Delegado Espinosa e seus romances sorrateiros, divirta-se. É uma excelente maneira de se esquecer de seus próprios problemas e aliviar a cabeça, assistindo assim... como eu posso dizer? de camarote em “ Uma janela em Copacabana”, os problemas e mistérios alheios.



    Escrito por Cris às 22h09
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    “... pega essa menina que tem medo de careta.”

     

    É totalmente contraditório mas, eu que sou uma tagarela nata, é no silêncio que me encontro. Esse final de semana me escondi no meio dos eucaliptos, recostada em uma pedra com um livro e o mais barulhento dos silêncios. 

     

    Qual foi a última vez que você simplesmente tentou ouvir o silêncio? Nesse silêncio escutei o vento nas folhas. Parecem o mar! Enquanto minha heroína corria pelas ruas de Washington, ouvi um zunido que achei que era de algum boyzinho passando com o som ‘no talo’ na estrada distante. Um perfeito fundo musical para a fuga! Acontece que a música foi aumentando, aumentando, aumentando e quando resolvi desgrudar os olhos do livro, vi que aquela orquestra vinha de um enxame de abelhas passando por mim - bem lá em cima, graças a Deus. 

     

    Meu casaco virou um travesseiro, minha heroína se refugiou no metrô lotado (fuga clássica) e eu me perdi no tempo, no espaço e na trilha. O barulho das ondas aumentou com o vento e com o frio -  e quase chegou a me molhar.  O casaco voltou para o meu corpo, a pedra se tornou desconfortável e  eu larguei minha heroína num hotel de aeroporto para voltar para casa-grande. Para que lado ela fica mesmo? 

     

    Para descer todo santo ajuda, mas nem sempre segura. Bota com solado de couro não é o melhor calçado para excursões exploratórias. Um escorregão aqui, um quase-tombo ali, o livro caiu mais embaixo do que eu. Livro resgatado, folhas amassadas - das árvores e do livro, um mugido e um boi. Boi?  Um pé de goiaba ainda com raios de sol e um boi-da-cara-preta de repente me pareceram um excelente  convite para mais uma breve leitura.

     

    Heroína tomando banho, boi se aproximando, um mugido,  cara ruim, pé de goiaba sem goiaba, galho firme e forte - e alto. Heroína encontrando o bandido-mocinho, um quase beijo, outro mugido, um monte de vacas. Hummm, pelo menos sei que estou na trilha certa. Os bandidos perderam a trilha, a trilha me achou, Boi-da-cara-preta ainda me vigia, vacas passando, heroína fazendo compras, bandido-mocinho tentando ‘se enganar a si próprio’, avião passando no céu, uma quase lambida, susto! Mas o boi se foi e o Scooby chegou e latiu. Eu sempre discordei de que subir é pior que descer, alguém pode me ajudar? Um latido duplo, olhos caninos curiosos, uma corrida atrás das vacas, outro latido, boi lá no alto, Cris aqui no alto, Scooby ali embaixo, um aceno lá de baixo. Fui descoberta!

     

    Desci alguns galhos, pulei o resto, livro amassado - mais, Scooby feliz e o um perfeito bolo de cenoura me esperando na mesa. O casaco esconde o arranhão conseguido enquanto eu fugia pelo metrô, minha heroína descansa nos galhos da goiabeira, o bandido-mocinho ficou esquecido na loja sendo vigiado pelo Boi-da-cara-preta. Todo mundo sorrindo, o galo canta fora de hora, um carro chega na porteira. 

     

    E tem gente que acha que a vida na roça é monótona.



    Escrito por Cris às 01h08
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    Papo mulherzinha

     

     

    O irmão da minha patroa é adepto da máxima de que a prática leva à perfeição. o lado sensato da minha ama afirma que para algumas coisas o talento é imprescindível. A mim... bom, não fui feita para pensar, mas intrometida que sou eu digo que se fosse fácil assim, todo mundo seria o Pelé. Mas aí, vem a patroa e diz que se fosse para eu pensar, eu seria uma cabeça e não um par de mãos. Manda quem pode, obedece quem tem juízo e sofre quem serve de cobaia - EU! 

     

    Alicates, pauzinhos, esmaltes, acetonas, ais, uis, tentativa de fuga lograda e eis o resultado.

     

     

    Como manicure, essa louca é uma perfeita engenheira química. Isso que dá ficar lendo esses blogs de “gente que faz”. Ela não é uma “gente que faz”... Pensando bem, ela é sim uma “gente que faz”, ela só não é uma “gente que dá certo”. Mas ela vai ver só: Vai ficar aquela dorzinha fina e contínua no dedinho, não matando... apenas incomodando... até que ela se esquece e deixa cair limão! hahahahahaha (imaginem uma risada de bruxa).

    IUAiUAhiuAhiuAhuiH! minha vingança sará malígrina! “ (*)

     

    Ass: A MÃO      


     



    Escrito por Cris às 14h46
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    Na dúvida, fique com os dois...

    Pobre que é pobre não dispensa uma caprichada farofa de “restos da geladeira”

    Pobre metida não quer abrir mão do vinho nesse friozinho de Deus

    e ...

    Pobre tecnológica conta para o mundo o mico dessa dúvida cruel.



    Escrito por Cris às 00h47
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    Mania de que?

    Na minha estante de livros eu separo os livros por autor, por tamanho e por ‘lidos’ e ‘a ler’ . O problema é que existem livros de mesmos autores de editoras diferentes, tamanhos diferentes e principalmente - com a lombada escrita em sentidos diferentes. E existem livros de mesmo autor lidos e a serem lidos, o que impede que eu tenha uma prateleira de livros a serem lidos, porque eu separaria os livros-irmãos. E juntando a família, tenho tamanhos anti-estéticos. Isso faz com que cada vez que eu vá até minha estante eu a arrume com uma prioridade diferente. Hoje por autor, ontem por lidos e não lidos... amanhã talvez por simetria. Até consigo me divertir com essas mudanças mas o que fazer com lombadas escritas em sentido contrário?  ISSO ME IRRITA!!!!!!!

    Gosto de cadernos com pauta azul clarinha, páginas BEM brancas, nenhuma orelha nas pontas e caneta de ponta fina. Qualquer coisa diferente disso é usável, mas ... E se alguém usa o mesmo caderno e escreve em padrão diferente do adotado por mim? Tenho ímpetos de arrancar as páginas e passar tudo à limpo. Isso, ultimamente, tem sido um exercício contínuo.

    Cabides virados TODOS para dentro. Roupas separadas por tipo e por cor. Papel higiênico saindo pela parte de baixo do rolo.

    SEMPRE que entro para o banho, preciso fazer xixi antes, mesmo que tenha feito 5 minutos atrás.

    Só durmo depois de fazer uma trouxinha com o edredon nos meus pés.

    Sempre que erro a digitação, apago tudo até chegar ao erro e redigito tudo de novo. OK, seria muito mais fácil clicar em cima do erro diretamente e corrigir. Mas o texto é meu, eu estou digitando e meus dedos não estão muito ligados na racionalidade das coisas.

    TOC? Eu não tenho TOC. Sou totalmente descolada...



    Escrito por Cris às 00h46
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    Primeiros erros

     

    Tanta coisa foi dita por tanto tempo sem obter nenhum resultado prático que, depois de uma explosão de minha parte, vi que era hora de sair. Uns poderiam encarar isso como uma fuga. Outros como uma admissão de culpa. Eu prefiro ver como uma tentativa pessoal de amadurecimento. 


    A lógica do raciocínio? Se nada foi resolvido em 6 meses de conversa, a chance de se resolver em 6 dias é mínima, principalmente se os argumentos continuam os mesmos. 


    Estou assumindo a responsabilidade sobre os meus erros  e ainda a responsabilidade cabível a mim pela lei da osmose. Também assumo a responsabilidade pelas falsas expectativas que eu mesma criei. E por não respeitar as diferenças, por um mínimo instante que tenha sido - e não foi tão mínimo assim. Essa era uma das minhas principais qualidades e, com isso, tem sido difícil lidar! 


    Acontece que uma outra qualidade continua intacta. Digo as coisas de forma errada, digo sob pressão ou no auge da explosão, mas digo exatamente o que penso, o que acho ou sinto. Essa vez não foi uma excessão - mas a explosão te tira a razão, não é assim?


    Não peço desculpas! Escolhi me esforçar para aprender - ou apreender -  e não tornar a fazer. E, enquanto não consigo controlar meus ímpetos grosseiros, me recolho. Uma ação de desculpas sinceras no lugar de palavras vazias. O silêncio depois da gritaria. O recuo quando a discordância ultrapassa o aceitável. Não quero vender ideias. Não tenho a pretensão de convencer alguém. E quero, acima de tudo, te respeitar como você é, porque  eu sou assim. Eu sou a Cris. E você tem todo o direito de não me amar.  


    E depois de todo esse desabafo, eu pergunto: - Porque continuo com a consciência pesada? 


    "Quero explodir as grades 

                             e voar...

    Eu não tenho para onde ir

             mas não quero ficar"

          (Engenheiros do Hawai)

     



    Escrito por Cris às 23h52
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    "... nesta rua, nesta rua tem um anjo

    Ontem não foi um dia bom. Na verdade não tem sido uma época boa, talvez um inferno astral extremamente atrasado. Seja como for, a tristeza junto com a enxaqueca me pregaram na cama, debaixo do edredon, na melhor forma de encarar a tempestade num dia claro de inverno. 

     

    Insônia entremeada com pesadelos. Livros lidos mas não apreendidos. Palavras sem nexo, sem filtro, como essas que lhes apresento. 

     

    Acontece que ontem uma janelinha do MSN se abriu e eu pude desabafar com um nome e uma foto. Alguém que não conheço pessoalmente, mas que já conhece um pedaço da minha alma. ‘Quem me vê assim não sabe de mim’, mas quem me lê, me decifra.

     

    E essa manhã, para complementar o trabalho, o telefone me tirou da cama, com uma voz linda me chamando de prima. Uma prima distante, criada distante, casada distante e ao mesmo tempo, com o coração aqui, ao meu lado. Uma voz que me traz seu sorriso lindo, um bom humor característico que dá voltas aos seus próprios problemas - que não são pequenos. “Mas são das batalhas que saem as vitórias”, ela me disse e com nossa conversa veio o  ânimo para me levantar. Cortinas abertas, cama arrumada, fogão limpo e esse texto sendo redigido. “...porque Deus está sempre ao seu lado, basta olha-Lo, e segui-Lo, e acreditar”. 

     

    No fundo do meu poço tem uma mola, porque eu não posso deixar de cair, mas eu me recuso à permanecer lá embaixo. Eu acredito em Deus e acredito em mim e acredito em anjos - que aparecem nas janelinhas do MSN ou do outro lado da linha telefônica - e só posso dizer: OBRIGADA por também acreditarem em mim.

     

     



    Escrito por Cris às 11h36
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    Pé de Cachimbo

     

    Louça limpa, água gelada, cozinha ainda suja, cabelo sujo também. Roupa para lavar - e algumas para passar. Tarde de domingo, sol, frio, quarto arrumado, telefone mudo, gata no colo. 

     

    Detesto filme cortado, mudando para o DVD - 2 aparelhos e nenhum lê o disco - ir para o video game? Volume da televisão diferente no filme e no comercial. Cadê o controle?

     

    Esperanças num novo emprego, numa boa vida, num surpreendente amor. 

     

    E enquanto navegava na internet...

     

     

    Babaram? Eu também. E esse jogo lindo está sendo sorteado pelo site d♥ junto com a Villa Pano . Quer? Então vá lá e participe. Só não fique triste se não ganhar, porque algo me diz que esse conjunto lindo será meu, afinal, eu mereço:  não ando com nenhuma sorte no amor! 

     

    Nota inserida em 18/07/2011: Não foi meu esse conjunto lindo. O resultado do sorteio está no link abaixo. Vou ter que colocqr meus dotes manuais em prática e tentar fazer um para mim, mas... vocês podem entrar lá e comprar né. Eu ainda preciso me recapitalizar.

     

    d♥ : Link para o Sorteio

     



    Escrito por Cris às 17h20
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    Era uma casa, muito engraçada

    Quando eu era pequena e minha mãe me pedia para arrumar o quarto ou a sala ou qualquer outro cômodo da casa, você poderia apostar todo seu ouro de que, quando voltasse, estaria tudo do avesso - arrumado, mas do avesso.  

     

    ‘Arrumar o quarto’ para mim sempre significou tirar TUDO do quarto: roupa de cama, enfeites, cortinas, móveis, guarda-roupa, etc... limpar, encerar, lustrar e guardar tudo de novo, em novas posições, é claro.

     

    Muitos e muitos anos depois, já longe da ‘casa de mamãe’ as coisas não mudaram muito. Em um belo dia de folga, frio, livro e faxina... tudo mudou. Afinal, estava tudo tããããããããoooooooo sem graça.

     

    Mãos à obra:

     

    Ingredientes:

    1 parede em bom estado (vamos facilitar a vida né)

    1 lata de tinta

    1 Rolo de lã

    1 pincel

    1 rolo de fita crepe larga

    jornal

    Roupas velhas

    gominhas de cabelo

     

    Modo de fazer:

    Vista-se com as roupas velhas e prenda ao máximo os cabelos para evitar acidentes.

     

    Faça uma borda com a fita crepe nas paredes adjacentes e rodapés. Se a parede tiver tomadas e interruptores, retire os espelhos e cubra as ligações também com a fita crepe.

     

    Dissolva a tinta de acordo com as instruções da embalagem. Misture bem. 

    ATENÇÃO: Dissolva toda a tinta que vá usar, evitando manchas. 

     

    Pinte todas os cantos e bordas com o pincel. Passe o rolo na tinta, retire o excesso... e vá pinte o 7, ou melhor, o M. Pinte em várias direções: vertical, horizontal, diagonais, até cobrir toda a área. Aguarde o tempo de secagem e passe uma segunda demão.

     

     

    Antes...

    Durante...

    Depois...

     

    PS: essa manchinha branca aí em cima é reflexo da câmera/flash. A parede ficou perfeitinha!

     

    E, para aproveitar bem o seu tempo durante o período de secagem, nada de se enroscar no sofá e deixar a preguiça chegar. Já para cozinha, afinal, você vai precisar de uma boa mesa para comemorar o resultado. Depois de um junta-junta de restos na despensa, olha o que saiu. 

     

     

     

    É contra todos os meus princípios publicar isso, mas... ficou delicioso. É que a fome é um excelente tempero.

     

    E aí, o que acharam? Não tenham medo de brincar. O máximo que pode acontecer é ter que pintar de novo! E acreditem, é uma perfeita terapia!

     

     

    Extras...

     



    Escrito por Cris às 14h22
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    Isso acontece comigo...

    Eu tirei do Bicho em Casa e eles tiraram do Cat Versus Human. AMEI.



    Escrito por Cris às 15h11
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    Caderninho de endereços

    Participo de uma, digo, duas comunidades que emprestam livros. Nossos livros rodam, rodam, rodam, rodam e voltam cheios de cartões, bilhetes e carinhos. E você, por onde andam seus livros? 

     

     

    “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” Saint-Exupery. Cative alguém enviando postais do Pequeno Príncipe. Se não conseguir lembrar de ninguém que possa ser alegrado por você agora... ah, manda um para mim. Vou adorar!

     

    Um pausa para descanso. Esqueça o computador, escolhar um lugar BEM aconchegante, pegue um daqueles livros empilhados à séculos, deixe a imaginação fluir à cada página virada e vá curtir o frio em muito boa companhia. Não sabe o que procurar? Seguem algumas dicas.

     

    Se não consegue se desgrudar mesmo do computador, não deixe de visitar esse blog. Essa menina manda muito bem e sou fã. Às vezes acho que ela me conhece... risos, mas aí descobri que são problemas, ‘causos’ e fatos pelos quais todos nós passamos, mas ela tem o dom de colocar tudo em palavras.

     

    E já que coloquei um link da Brena, vou colocar o outro também. São inúmeras dicas de maquiagem para gente acordar com cara de artista de novela - ou pelo menos passar o dia como uma linda atriz de novela. Ainda sou uma perfeita pivete, mas juro que tento aprender alguns truquezinhos com ela. Vou ter que treinar muito ainda.

     

    E falando em frio, olhem isso! Tem como não se inspirar? AMO esse blog. Amei esses quartos e já estou com a tinta destampada para dar uma pintadinha no meu, que anda tão sem graça. Afinal, preciso de um algo para combinar com meu edredon lindo que ganhei de aniversário.

     

    Essa garota desenha divinamente bem. Nunca me canso de ver seu trabalho. Parabéns Juju.

     

    Não se assustem com o nome. Eu pessoalmente detesto francês, mas ela ama e em uma noite dessas eu a apresentei a uma cantora francesa que conheci por acaso e juntas descobrimos um novo mundo francês. hahahaha. O link acima é o dela e o abaixo é do novo mundo musical descoberto. 

     

     

    Beijim mineirim para vocês.

     



    Escrito por Cris às 23h23
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    Meninos, eu vi!

     

    Vi a revolta de um irmão de frente a um caixão fechado, o silêncio de um outro irmão. Vi alguém perder as  forças nas próprias pernas e a desorientação de um pai. 

     

     Vi o choque na voz do meu irmão que, por sua vez, viu tudo!  Vi o desespero nas mãos que me cumprimentaram. Vi a incredulidade nas perguntas feitas. Vi a realidade dos fatos no silêncio de toda uma corporação.   

     

    Vi e revi a cena que me foi contada. Vi uma foto e aquele sorriso que ficou para trás.   Vi a dúvida nos lábios que espalhavam a notícia. Vi um certo remorso e perguntas não formuladas. Vi dois nomes em um obtuário  e médicos correndo para salvar quem ainda respira. 

     

    Vi uma reportagem na TV . Vi sangue, vidros quebrados, uma estrada, um carro e uma carreta. Vi palavras inacabadas, sonhos desfeitos e o tic-tac do relógio. Vi o domingo se acabar e a semana começar com um ‘adeus’ no lugar do  ‘Bom Dia’. Vi um telefone tocando, sirenes passando, o Resgate  e  a notícia: “Eles se foram”! 

     

    Vi uma flor escapar da coroa. Vi a flor ser esmagada por um salto azul, um pássaro voltando para casa e o rastro de um avião que decolou. Vi uma fila gigantesca de carros seguindo em silêncio um carro funerário. Vi o susto na cara de uma criança com a bola na mão esperando passar o cortejo.  Vi a corda descendo, pessoas chorando, terra seca, um buraco, lápides, números, pás. Vi o sol se pondo junto com o caixão. 

     

    Vi família, amigos, curiosos, colegas, amores. Vi o choque! Vi e fechei os olhos para não ver, para não viver, para não sentir, para não chorar. Vi, mas preferia esquecer que estava tão perto. Vi e rezei agradecendo a Deus por aquele choro não ser da minha mãe.  Vi, e me senti culpada e egoísta por todos meus sentimentos em conflitos. Vi, e pedi desculpas à Deus por tudo, por todos e por mim. 

     

    Amanhã, esses olhos verão minha gata se aconchegar no meu colo e pedir comida. Verá o céu lindo de inverno, as roupas sujas do feriado esperando a vez, o neném do vizinho, as contas, um filme. Amanhã as visões de hoje estarão armazenadas  em algum lugar remoto e esta, apenas mais uma tragédia banalizada entre tantas que acontecem à nossa volta. 

     

    Sim, tudo seria muito fácil se, além do que eu vi, eu também conseguisse apagar  o uivo de uma mãe desesperada que ecoa dentro da minha cabeça. Aquele não é um choro que se esquece, não é uma dor que se ignora, não é uma realidade para a qual se fecha os olhos. 

     

    Eu estava ali. Eu vi. Eu ouvi... e me senti inútil. 

     

    Escrito em 27/06/2011

    Por Ana Cristina Bauer  para o Jornal Agora - Divinópolis 

     



    Escrito por Cris às 23h57
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    Ponto de Impacto

    Sempre que algo acontece e que teoricamente eu teria um vasto assunto para discorrer, eu me calo. Foi assim com os terremotos, A onda e a contaminação nuclear do Japão, com a chacina infantil do Rio de Janeiro e com o acidente de ontem.

     

    Ainda não sei dizer se isso ocorre pelo choque que me abate ou pela quantidade de coisas que poderiam ser ditas. Como boa geminiana, sempre existe uma 3a opção mas... simplesmente não tenho o que dizer! 

     

    Alguém se lembra da cena final de um filme antigo, Ponto de Impacto? Após o choque de um meteoro com a Terra uma onda imensa simplesmente desce sobre um pai e uma filha abraçados numa praia. Aquela cena me marcou por tanto tempo e de repente ela acontece de verdade, não apenas uma vez, mas outra e outra e esse fenômeno tem até um nome, que até então me era desconhecido: Tsunami! 

     

    Moro numa cidade do interior de Minas Gerais, um rio atravessa a cidade, me preocupo com sua poluição e com suas enchentes. Sei que a enchente é culpa da própria cidade que adora culpar o rio e o mais perto que cheguei de uma onda dessas foi em pesadelos que me afligem desde a infância. No pesadelo eu vejo a onda chegar com brutalidade e uma beleza que me paralisa. Ela chega e ali, dentro do meu sonho, eu ainda consigo respirar e ver o que acontece no mundo submerso. Acontece que eu acordo seca, o sol está lindo, minha gata esparramada na cama e a vida continua. 

     

    Mas o que dizer quando alguém do alto de um prédio, filma uma onda de 10 metros de altura caindo na cabeça de várias e várias e várias pessoas?   O  que pensa aquele que segura tremendo o celular que registra a cena? E o que está sob a onda, tem tempo de pensar em algo? E quando é uma carreta que vem em sua direção? Um carro capotando sem saber onde ou quando parar. O sangue que te inunda é seu? É meu? 

     

    Em silêncio, guardo um respeito enorme por todas as vítimas que tiveram ou não tempo de pensar em seu próprio destino.

     

    “Viver o dia de hoje como se fosse o último,mas de modo a manter a cabeça erguida qdo o amanhã chegar.Voltando de um enterro.Frank,vá em paz!” postado hoje no meu Twitter.



    Escrito por Cris às 01h10
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    Assistindo Don Juan de Marco

    Todo mundo quer alguém para amar. (Acho que já comecei um texto assim - ou já li algum assim). Todo mudo diz que relacionamentos são complicados, que mulheres são seres inexplicáveis. Homens dizem que não querem compromisso. Mulheres agem como ... nem sei explicar o modo como agem. Todos riem do conceito de casamento mas é exatamente O Casamento que todos buscam.

     

    Sejamos francas, quem não quer um Don Juan em sua vida? Um perfeito cavalheiro que te trata como uma dama, que tem toda sua atenção voltada para você, que dedica 100% do seu tempo para te satisfazer, que te escuta, que diz coisas lindas, que te presenteia, que te ama, que está ali para ser amado, que suspira junto contigo... e que depois simplesmente se vai, com um beijo!

     

    O que digo agora, digo por mim, mas tenho a impressão que vale para a grande maioria dos mortais. Para se ter alguém, basta que se entregue à essa pessoa. Não importa o tempo: Se estiver com ela por 30 minutos, seja realmente DELA por 30 minutos. Não existem mundo, trabalho, problemas, outras mulheres ou homens, passado nem futuro. Existe você e ela. Não importa se é amor de verdade, paixão, desejo apenas. Viva aquele momento do jeito que ele se apresenta. Se ele se repetir, ótimo! Será um novo momento único de 30 minutos. Se não se repetir, ele ficará na lembrança de ambos como um momento intenso e só isso já vale a pena. 

     

    Esse é o segredo de Don Juan. Esse foi o segredo do meu Don Antônio - por quem não me apaixonei, mas que merece meu eterno respeito e carinho. Esse é o segredo cantado por Frejat e que ninguém percebe: “Enquanto me tiver, que eu seja o único e o primeiro”. 

     

    Não se deve procurar um relacionamento. Deve-se viver os momentos. Se esses momentos forem bons e intensos, eles se repetirão e essa repetição por si só vira um relacionamento. 

     

    Eu quero sim alguém para amar e quero por ele ser amada. Mas eu quero que meu coração dispare sempre, que a barriga gele, que as pernas tremam. Não estou falando apenas de desejo, estou falando de amor e paixão que pode ir e vir, sempre pela mesma pessoa. Estou falando de cumplicidade, confiança, respeito, amizade e também do desejo. Desejo de sexo, sim. Mas desejo de estar junto, desejo de abraçar, desejo de cuidar e de se proteger. Desejo de um pelo outro. Se não for assim, simplesmente não vale à pena. 



    Escrito por Cris às 21h50
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    Os Chefes - Mário Vargas Llosa

     

    Demorei a entender que o livro é na verdade uma seleção de contos, talvez por causa da minha cabeça loirinha e desligada, talvez por causa da febre que tomou conta por esses dias, mas o mais provável é que esse é o primeiro Vargas Llosa assim que pego. 

     

    Ainda não consegui apreender o seu estilo de escrever. Cada livro é literalmente um novo livro, não somente nas histórias, mas no jeitão literário da coisa. 

     

    Os Chefes não foi meu livro preferido até então, mas Llosa foi muito feliz ao demonstrar em como a ditadura afeta o dia-a-dia das pessoas. Em nenhum momento ela é encarada de frente, mas se mostra na mente, na rebeldia, na repressão, na forma de se expressar, de sobreviver e de se fazer valer. 

     

    Esse livro merecerá uma segunda leitura minha - sem febre, com mais atenção aos detalhes. Só posso dizer que o Nobel de Llosa foi mais do que merecido! 



    Escrito por Cris às 03h12
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    Pé-de-Moleque

    As vezes fico pensando se eu realmente deveria ter nascido menina. Acho que sim, pois gosto de ser menina - mas não menina de frescuras. 

     

     

    Talvez eu devesse viver em uma praia quase deserta e com um mínimo de infra-estrutura (considere como infra-estrutura internet banda larga e TV por satélite em algum lugar remoto onde o Submarino ainda consiga chegar). Eu teria uma coleção de chinelos Havaianas no lugar dos meus scarpins, usaria shorts larguinhos, camisetas levinhas sob o biquini, vestidos soltinhos, cabelos trançados de qualquer maneira, um livro sempre por perto para que fosse lido na primeira sombra convidativa que me encontrasse. As noites seriam tomadas por filmes, DVDs, muito suco e o som das ondas. Um cachorro grande, a Bianca (minha gata), uma rede e só. 

     

    Toda essa lamentação por que? Só porque essa é a primeira manhã de uma semana inteira que acordo sem febre. Acabei de sair do banho, preciso secar os cabelos e eu simplesmente DETESTO secador! E agora, relendo esse trecho acima, percebi que se estivesse nesse paraíso minha reclamação seria a obrigação de passar toneladas de filtro solar - como se essa obrigação já não existisse aqui nessa minha terrinha com sol, com vento e muito, muito, muito longe da praia.

     

    Oh vida, oh azar!!! 

     

    ...

    ...

    ...

    ...

     

    PS: E se eu mudasse o endereço desse meu paraíso para algum lago nas montanhas? Sempre gostei mais de frio. A coleção de Havaianas se transformaria numa coleção de meias e botas. Os filmes seriam acompanhados de agulhas de tricô fabricando inúmeros cachecóis, o cachorro e a Bianca ficariam mais confortáveis... hummmm. Gostei!  Cadê meu pier???



    Escrito por Cris às 22h42
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    A última que morre

     

    Tenho tanta coisa para te dizer, 

    e muito mais para escutar.

    Mas acima de tudo, eu queria apenas 

    no silêncio acreditar. 

    Queria sentir seu abraço,

    ver em seus olhos a verdade

    sem afetação nem alteração. 

    Apenas a parte que importa

    aquela que diz respeito à nós dois.

    Acontece que esse “nós dois” que acabou

    nunca vai deixar de existir,

    mesmo quando outras pessoas 

    aparecem ou se vão

    esse “nós dois” nos perseguirá.

    Nunca nos olharemos como pessoas normais

    porque não somos normais.

    Eu sei que sou única na sua vida

    nem a pior, nem a melhor,

    nem a mais amada ou odiada

    apenas uma história única que não se repetirá.

    E aquele SE que nos persegue

    sempre estará ali: 

    numa esquina,

    numa estrada, 

    num sorriso ou lágrima,

    numa reunião de trabalho,

    num choro de criança,

    na prateleira do supermercado,

    numa onda, num vento,

    numa música ou simplesmente

    naquele silêncio que procuramos

    e onde já nos encontramos uma vez.

    E nesse silêncio... 

    Estarei ali, te esperando...

    no alto do morro, 

    atrás do cemitério

    ou na janela do lobo.

    Quem sabe um dia?

     

     

     

     



    Escrito por Cris às 17h40
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    Embrulhado para presente

     

    Meu primeiro Rubem Fonseca foi O Caso Morel - livro que habitava minha estante já há alguns anos e incrivelmente continuava lacrado. O interesse de um amigo despertou meu interesse. Me deparei com uma historia intensa e emocional e terminei a leitura com aquela ansiedade de quem vive a história.

     

    Esse livro voou para Santos e voltou acompanhado da minha 2a experiência: Bufo & Spallanzani. Simplesmente... diferente! Devolvi aquele sapo (o Bufo) com uma certa curiosidade, como se , apesar de tudo, a história ainda estivesse inacabada.

     

    E eis que ontem chegou meu primeiro presente de aniversário. Escolhido para mim, recomendado à mim, apresentado à mim e com dedicatória do meu novo super-herói favorito - o Aranha.

     

    Mandrake chegou trazendo junto uma sensação de que tudo vai dar certo. Coisas que só um amigo e um livro conseguem fazer.

     

    Frank, adorei o livro e amei seu carinho comigo. Muito obrigada! E que venha meu ano novo!!! 

     



    Escrito por Cris às 21h14
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    Os dias são passados com um sorriso lindo no rosto, afinal o resto do mundo não precisa saber o que se passa aqui dentro. 

     

    Quem me vê assim, não sabe de mim!



    Escrito por Cris às 00h43
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    Escrito por Cris às 21h40
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    O Eu de agora,

    Fato: Eu não ando  bem. Meu peito está apertado, o ar não entra no peito, o coração disparado, a barriga doendo, as pernas moles, mãos frias, concentração zero. Não tenho apetite, não termino nada que começo, não começo nada que planejo, o livro da vez se encontra abandonado, os amigos largados, a casa empoeirada, a cabeça nas nuvens, minha gata agitada.

     

    Minha mãe diz que preciso comer mais feijão e me traz espinafre. Meu irmão acha que é frescura pura. O outro diz para eu aproveitar a fase  pois preciso emagrecer (adoro irmãos sinceros). Uma amiga diz que estou em depressão, a outra me acusa de abandoná-la e  o espelho não me diz nada simplesmente porque não tenho espelho.

     

    Acontece que meu telefone tocou e eu te vi. E você me apertou mais que meu peito, fez com que sua respiração se juntasse à minha, deu motivos para meu coração disparar, enrolou suas pernas na minha, me segurou pelas mãos enquanto nosso suor se escorria em minha barriga. Houveram vários começos e fins, meu corpo inteiro foi para as núvens e eu acordei … com febre, saciada e assustada. 

     

    Olhando seus olhos eu tive minha resposta. Para o meu mal não existe remédio, não existe sossego, não existe calmaria. 



    Escrito por Cris às 00h26
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    Indicações

    Já que eu não escrevo, alguém tem que escrever ... e os posts abaixo estão TOTALMENTE DEMAIS. Passem por lá e deleitem-se enquanto o Tico tenta acordar o Teco e convencer o Toco a voltar a funcionar e escrever algo.

     

    LE - Quantos Livros Você Bebeu?

    * Caras como eu - Você não se quebrou



    Escrito por Cris às 01h37
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    Coisas de Cris

    Lendo Tia Júlia e o Escrevinhador - Mario Vargas Llosa. Capítulos entremeados entre a Tia Júlia e o Escrevinhador e só agora, quase no final do livro, que percebi isso. Sim, sou loirinha, e esses últimos dias, nem um pouco esforçada.

     

     

    Não briguem comigo nem se acanhem em ler o livro, porque a explicação acima só se restringe à mim. Qualquer outro mortal perceberia isso já no 3o capítulo (no máximo). Recomendado!!! 

     

    PS: Já faz um mês e ainda estou lendo o livro, pouco mais de 2/3 .  Estou lenta! 



    Escrito por Cris às 19h48
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    Em Sala de Aula


    Aula de literatura. Tenho que dizer que não gosto de ler esses livros chatos que D. Etelvina passa. Porque ela não escolhe umas histórias mais legais? Esses Machados e Josés com suas histórias de antigamente que não se comparam aos filmes de ação.


    Agora preciso escrever essa redação sobre o que estou pensando. Só quero ver quando D. Etelvina ler que o que penso condena sua aula. Ela não vai gostar. Mas ela não pode me tirar os pontos mesmo: mandou escrever sobre o que estou pensando. Goste ou não, é isso que tem na minha cabeça.


    Sabe, eu estava pensando umas coisas estranhas enquanto via o jornal. Num dia normal, lá do outro lado do mundo, um bando de crianças assim como eu estavam em suas salas de aula, escrevendo redações para a versão japonesa da D. Etelvina e de repente tudo treme, tudo cai e depois pára. Alguns segundos de espera, um novo treme-treme, uma sirene e todos saem em fila indiana - no caso japonesa. Uma calma estranha enquanto uma onda imensa igual do filme da sessão da tarde derruba prédios e leva embora aquele caderno e aquela pessoa.


    Ontem eu briguei com meu irmão. Bati nele porque ele é menor que eu e minha mãe faz todas suas vontades. Sim, já me disseram que isso é ciúme, e daí? Mas pensando que uma onda poderia invadir essa sala, fiquei com vontade de não ter batido nele. 

    Estou com fome, mas qual relógio que anda quando se tem uma redação chata para escrever? E agora esse povo fica estourando bombinha lá fora,  mas assustou D. Etelvina e só isso já valeu à pena. 


    Acontece que tem gente gritando, alguém mais se assustou e...

    ...

    ...

    ...

    ...


    ... estou sentada agora numa sala branca. Minha blusa está suja - talvez minha mãe brigue comigo. Alguém me entregou minhas coisas e essa folha amassada: a redação de D. Etelvina. Quero escrever qualquer bobagem para espantar o que se passa na minha cabeça porque quando pisco os olhos vem uma onda vermelha igual àquela do Japão. Uma bomba estourou dentro da minha sala e tem um apito no meu ouvido. Alguém gritou dizendo que era um tiro igual àqueles das favelas e a Rafaela, a menina calada que ficava sozinha no recreio não correu da sala junto comigo. Ela ficou lá, caída, na carteira da frente... e vermelha. Tudo vermelho. 


    Tem tanta gente chorando. As pessoas me olham. Uma mulher de branco põe uma luz branca no meu olho e eu só quero escrever. D. Etelvina diz que precisamos escrever para lembrar. Eu quero escrever para esquecer.


    (Sabrina Almeida - 7o ano B)

     

    História fictícia - Qualquer semelhança não é mera coincidência.

    (Jornal Agora - Divinópolis/MG por Ana Cristina Bauer)

     

    cris.bauer@hotmail.com




    Escrito por Cris às 15h53
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    Propaganda QUASE gratuita

    Ando numa fase de vasculhar blogs alheios atrás de boas idéias e gente, tenho encontrado coisas fenomenais. 

    Dêem uma olhada nisso! Além do meu claro interesse em participar do sorteio e quem sabe ter uma linda almofada para chamar de minha, o trabalho dela é excepcional

    http://amandaapaulaa.blogspot.com/2011/04/sorteio-de-almofada-personalizada.html

     

    Se quiserem participar do sorteio, hoje (18/04) é o último dia para a inscrição.  Boa sorte para você e melhor sorte para mim!

     



    Escrito por Cris às 22h07
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    Publicidade e propaganda gratuita

    Genial o blog feito apenas de fotos com os modos de empilhar livros, dos mais tradicionais aos mais inspirados.

    Bookshelfporn




    Escrito por Cris às 23h18
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    Classificados

    • O Carteiro Chegou

    Ela teve a idéia. Ela a colocou em prática. Ela teve muito trabalho. Ela me convidou. Ela saiu no site do MEC (http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=16395) . Eu? Claro que aceitei o convite. ‘Tô dentro!!!’


    • Bruna Surfistinha

    A melhor sinopse que vi à respeito: Pelo filme, Bruna tinha um bom padrão de vida, uma mãe interessada, um irmão meio chatinho e o pai seria caladão e rígido. Ela: uma jovem adolescente tipica de livro de psicologia: perdida, vítima de tudo e de nada, contra tudo e contra nada, necessitando provar poder e capacidade para quem não lhe cobrava e para si mesma... cá pra nós, uma Xatinha de doer. Regina na comunidade LE do Orkut.


    • Eu, eu e eu!!!

    Se não me conhece, essa é sua oportunidade. 

    http://peregrinacultural.wordpress.com/2011/03/15/minha-profissao-cris-bauer-analista-de-sistemas/


    • 08 de março

    Uma homenagem ao dia das mulheres. Parabéns à todas nós.

    www.cumadi.com.br


    e para quem não sabe a origem do Dia Mundial das Mulheres, segue um link para continuar não sabendo exatamente de onde surgiu: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Mulher 


    • Livro da vez

    A Rainha do Castelo do Ar - Stieg Larsson

    http://www.skoob.com.br/livro/41562



    Escrito por Cris às 00h40
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    Caça às Bruxas

     

    É tão fácil jogar a culpa nos outros! É tão prático entregar suas escolhas nas mãos de alguém, mesmo que esse alguém seja a última pessoa que deveria ser responsável por qualquer coisa. Acontece que se alguém escolhe por você, você sofre as consequências - sim - mas não é responsável por elas. 

     

    Eu choro que ele me deixou. Perdi o emprego porque chorei na reunião de diretoria. Estou gorda porque estou desempregada então... ele é o culpado da minha demissão e da minha gordura, que na verdade o afasta mais ainda de mim.

     

    Um lindo casal de namorados termina a relação por um mal entendido. 3 meses depois o rapaz se casa com outra, o casamento vai de mal à pior, a separação se revela um suplício e a culpa é de quem? Da primeira namorada que terminou o namoro!

     

    Em uma noite regada à vinho, a cunhada de Mr M resolve contar para Mr X que Sra X tem um caso com Mr M.  Mr X se levanta, Sra X desmaia, Sra M grita, Mr M continua sentado, a cunhada leva uma bofetada afinal, tudo é culpa dela. Claro! Alguém duvida?

     

    Em falta de alguém de carne e osso para por a culpa sempre resta o Inferno Astral, o Mau Olhado, a TPM e lógico, Ele - Deus. Afinal, Deus quis. Deus manda a chuva todos os anos, mas ele não entope os bueiros, não constrói nas áreas de “escape”dos rios, não detona a camada de ozônio, nem asfalta o mundo. E mesmo assim, a serra veio abaixo porque “Deus quis”. 

     

    Ei você, atenção: Deus não quis nada disso. Ele tem mais coisas à fazer do que consertar seus deslizes. Quando teu chefe te demitiu, ninguém disse que a vida passaria a ser uma eterna viagem  entre a geladeira e o sofá. A primeira namorada insensível não apontou uma arma para a cabeça do antigo amor e obrigando-o a casar-se com a primeira desesperada que passasse pela frente. E se o casal não pulasse a cerca, a fofoqueira não teria o que falar e qualquer blá blá blá não passaria de apenas mais um boato na boca do povo.

     

    Não espero que ninguém passe a viver angelicalmente como rezam as regras de Deus, dos homens e do bom senso. Apenas digo que esteja preparado para o desenrolar de cada escolha. Isso é o livre arbítrio: você escolhe! Você assume! Para cada ação, uma reação e aí temos uma vida inteira repleta de possibilidades.

     

    Publicado no Jornal Agora - Divinópolis/MG em 13/02/2011

     

     

     

     

     



    Escrito por Cris às 20h17
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    Vergonha? Nada...

    Passei 1 ano chamando meu vizinho de Maurício, até um dia que eu estava saindo de casa e encontrei com  ele e a esposa. Como garota bem criada do interior de Minas,   eu cumprimentei .

     

    - Bom dia! - olhando para ela - Bom dia, Maurício - olhando para ele.

    - Bom dia Cris - Ele respondeu

     

    Acontece que  a esposa teve um piripaque: 

     

    - Já tem até apelido carinhoso agora? Maurício? Que história é essa?

     

    O cara chama Arnaldo. Aí eu pergunto: Porque ele não me corrigiu na primeira vez que troquei o nome?



    Escrito por Cris às 01h31
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    The Wall

    Sim, eu sou aquela que compra a revista pela capa e na capa estava aquela loirinha linda que faz o papel principal numa série de TV americana. Revista comprada, revista folheada e... cadê a tal loirinha? Aqui só tem a Gisele Bündchen. Volto na capa, é a Gisele, mas mesmo sabendo que é a Gisele, ainda vejo a loirinha. Miopia? Não. Elas agora estão todas iguais!

    Sentada em uma mesa num bar da moda onde o assunto girava em torno de quem “pegava” quem simplesmente me desliguei e observei. 4 garotas que poderiam ter qualquer coisa entre 15 e 30 anos passaram por mim: Shorts jeans, blusas com cintos largos, rasteirinhas coloridas, o mesmo corte de cabelo, a mesma chapa, olhos bem marcados pela máscara às 5h da tarde, batom nude, esmalte rosa-choque. Reparei que uma delas me parecia um pouco familiar, mas qual era mesmo?

    Olhei em volta. Onde estão os cachos? Cadê os cortes Channel para aliviar o calor? O cabelo preto sumiu do mapa? Todos os cortes andam pelo meio das costas, chapados e com mechas visíveis - última moda! As roupas cuidadosamente desleixadas, sandálias de dedo fechadas no calcanhar em azul turqueza ou coral, óculos enormes e pronto: Todas iguais! 10 minutos de observação e o assunto na mesa continuava o mesmo. Dei meu pitaco:

    Para que trocar se são todas iguais?

    Perdi de novo o foco. Cabelos lisos e conversas isoladas me chamavam atenção. Carros, futebol, meninas assistindo o jogo e comemorando o gol do time errado, rapazes preocupados se a franja do cabelo está caindo no lado certo, o carinha que a menina beijou na micareta - aquele antes do loirinho de vermelho - mas ela não sabe o nome dele e ele está no celular e não puderam se cumprimentar. Santa ironia!  O celular que te aproxima de quem está longe, te afasta de quem está perto.

    Outra leva de garotas com short jeans.

    Cris, essa é Marina.
    Prazer! - outra garota com cabelos lisos e compridos, unhas rosa e um sorriso nude.
    Nos conhecemos no clube.
    Foi? - ... Ahhh! Aquela loirinha com o cabelo chapado, maquiagem óculos enormes e que conseguiu manter o visual mesmo num calor de 40o.

    Mais 3 garotas-modelo passam acompanhadas pelo rapaz do telefone - aquele da micareta, antes do loirinho de vermelho. De novo a menina da mesa olha, de novo ele passa direto. Quem sabe um dia se encontrem numa situação mais oportuna, se apresentem adequadamente, conversem sobre o tempo, a família, o trabalho, as aspirações e descubram que têm algo mais em comum do que a preocupação com o cabelo.

    Sim, eu compro revistas pela capa. Mas apenas revistas!



    Escrito por Cris às 10h15
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    Feliz (?) aniversário

     

    27 de novembro e é sábado de novo. Digo, é um outro sábado 27 de novembro, como foi em 2004. Um sábado onde tudo começou. Como pode tudo mudar num único segundo sem que nada efetivamente aconteça? Uma carona, uma companhia, um cheiro e uma atração repentina. Será isso a tal da química? Talvez isso explique o fato de eu não entender, mas sei que depois desse sábado, 27 de novembro de 2004, nunca mais fui a mesma.

     

    6 anos e eu não posso falar com você. Você não atende os telefonemas que não faço, tem uma outra pessoa ao seu lado dividindo a mesa, a coberta, o travesseiro, suas pernas, seus abraços, seus planos, seu futuro. Aquele momento ficou perdido, ficou para trás, a vida continua mas o cheiro... esse nunca se esquece.

     


     



    Escrito por Cris às 11h24
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    Minha dica... ou talvez meu momento

    Paciência - Lenine

     

    Mesmo quando tudo pede
    Um pouco mais de calma
    Até quando o corpo pede
    Um pouco mais de alma
    A vida não para...

    Enquanto o tempo
    Acelera e pede pressa
    Eu me recuso faço hora
    Vou na valsa
    A vida é tão rara...

    Enquanto todo mundo
    Espera a cura do mal
    E a loucura finge
    Que isso tudo é normal
    Eu finjo ter paciência...

    O mundo vai girando
    Cada vez mais veloz
    A gente espera do mundo
    E o mundo espera de nós
    Um pouco mais de paciência...

    Será que é tempo
    Que lhe falta para perceber?
    Será que temos esse tempo
    Para perder?
    E quem quer saber?
    A vida é tão rara
    Tão rara...

    Mesmo quando tudo pede
    Um pouco mais de calma
    Mesmo quando o corpo pede
    Um pouco mais de alma
    Eu sei, a vida não para
    A vida não para não...

    Será que é tempo
    Que lhe falta para perceber?
    Será que temos esse tempo
    Para perder?
    E quem quer saber?
    A vida é tão rara
    Tão rara...

    Mesmo quando tudo pede
    Um pouco mais de calma
    Até quando o corpo pede
    Um pouco mais de alma
    Eu sei, a vida é tão rara
    A vida é tão rara...

    A vida é tão rara...



    Escrito por Cris às 10h32
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    Prata do Tempo - Letícia Wierzchowski

    Quando pego um livro para ler, acontece todo um ritual. Nunca olho quantas páginas tem, não gosto de ler a orelha com medo de ler algo que crie algum tipo de preconceito que me atrapalhe a leitura. Passo um tempo analisando a capa do livro, respiro fundo e fecho os olhos um pouco antes de abri-los novamente para a primeira linha. 

     

    Dramático não? Sim! Mas é exatamente assim: eu vivo o drama, eu sinto o drama, eu rio e choro, sofro, brigo, dou gargalhadas. Eu viajo, conheço o mundo, conheço amores, conheço vidas.

     

    Talvez por estar numa fase mais circunspecta, talvez pela quantidade de livros lidos, talvez pelos comentários à respeito... Quando Prata do Tempo chegou eu me retraí. Já tinham sido 8 livros no mês e eu precisava de um livro que me arrebatasse. Que me tirasse de casa e me fizesse viver uma história que não era a minha, que me desse um outro foco. 

     

    Durante 2 noites, as 350 páginas me levaram para uma casa de 1000 portas que abrigou as histórias de amores com princípio, meio e fim de diversas gerações de uma família. O ardor da narrativa e e ênfase das comparações com um certo “quê” de Garcia Marquez me deixam agora, que acabo de fechar o livro, com uma espécie de melancolia, uma saudade de algo que ainda não vi,

     

    Outro livro nota 10 para o ano. 

     

    PS: À propósito, já bati minha meta de 50 livros para esse ano. Os que vierem de agora para frente será lucro!



    Escrito por Cris às 00h26
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    “Tudo passa, tudo passará”

     

    Já dizia Renato Russo, e outros tantos que cantam o amor. Dizem que as dores o tempo apaga. Li outro dia que as dores o tempo aplaca. Mas se hoje estou de leitura em leitura, fico com Einstein que afirma que tudo é relativo.

     

    A dor do parto, talvez a mais física das dores, é seguida pela felicidade plena de dar a vida a um outro ser. Um outro ser que chora, um outro ser que vive, um outro ser que sente, um outro ser que agora é seu dono. Dizem que os fins justificam os meios -  e as dores. Um dia eu conto minha opinião. Dor que passa.

     

    Dor de dente, dor que sente, dor que mente.  Um braço quebrado, um abraço bem dado para curar a dor. Dor que se vai com tempo.

     

    A morte que leva alguém, mata o ente e mata você. Morte e Vida Severina, morte e vida celestina, morte e vida de menina. A vida que teima em continuar conta com aquela cadeira vazia, um cabide sobrando no armário, outra camisa que ficou para trás, um perfume na rua, uma risada na mente, um segredo. Dor que mata aos poucos, dor que não pára, dor que não sara.

     

    E é justamente essa dor que chegou com o vento: a dor do pai que se foi, do marido que partiu, do amigo que não mais existe, da sabedoria que se perdeu.. essa não quer passar. Ela não tem tempo certo, ela brinca com a razão, ri da solidão, prega peças na escuridão. Quando se pensa que acabou, lá está ela de novo, num sorriso, numa foto, num bilhete perdido na gaveta, um plano feito, um malfeito, um olhar, uma data, uma música, um nada... Não precisa de motivos, apenas de espaço. Talvez doa como a dor do parto, torture como o motorzinho do dentista, prenda como o gesso, mate como a morte... Talvez passe, talvez o tempo apague, talvez o tempo aplaque, mas só talvez...

     

     

    Ofereço à família Fernandes todo meu apoio, carinho, ombro, lágrimas que já jorram, paciência, um pouco de eficiência, condescendência, amizade irrestrita, companhia e a falta dela sempre que quiserem se recolher em sua própria dor. 


    Por amor ao Paitovo, respeito à família e à amizade que nos une, os meus pêsames. 

    (Publicado no Jornal Agora, Divinópolis - MG em 04/11/2010) 

     



    Escrito por Cris às 11h17
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    E no dia das crianças...

    Pular elástico. Eu colocava o elástico entre duas cadeiras e pulava, pulava, pulava e pulava. Pulava com o elástico na altura do meu pescoço, para desespero do vizinho de baixo.

     

    Ioiô da Coca-Cola, Master, War, Banco Imobiliário, pique-cola, pique-esconde, polícia e ladrão, patins, bicicleta Monark com guidão imenso, quebra-cabeças de 1000 peças, Playmobil, boneca da Emília - a antiga, é claro!

     

    Toquinhos de madeira para montar cidades com ponte laranja, relógios verdes e telhados vermelhos. Papéis de carta, gincana e coreografias para festas no prédio. Lápis de cera, pincéis e guache.

     

    Jogar as cartas do condomínio para cima para fingir um sorteio (minha mãe era a síndica e as cartas eram entregues lá em casa). Mudar os móveis de lugar (tem coisas que nunca mudam). Fantasias. 

     

    Vôlei, queimada, ballet, amarelinha, pári-bola.

     

    D’Artagnan e os 3 Mosqueteiros e Piratas no Espaço. Smurfs, Caverna do Dragão, Sítio do Pica-Pau Amarelo, Caso Verdade, Mulher Maravilha, Mulher Biônica, O Homem de 6 milhões de dólares, O Incrível Hulk, A Arca de Noé, Chispita. 

     

    Menudo, Dominó, Rolling Stones, Pino Donaggio, RPM, Legião Urbana, Madonna, Blitz, Trio Los Angeles, Barão Vermelho.

     

    Bichos de pelúcia, Barbie - essa voou do Pão de Açúcar. Cartas para amigos de verdade, conversas com amigos invisíveis, Buraco, paciência, tricôs e bordados. Tamanco de lata. Engradados de mini Coca-cola. Tampas de manteiga com super heróis, bonecas de louça. Bonecas de papel que trocam de roupa.

     

    Relógio que troca a pulseira, Conga, Bamba, Mochila da Company e Redley sem cadarço. Tênis nike e uniforme adidas. Tamancos de madeira com saltinho - até cair da escada e abandoná-los PARA SEMPRE. Tranças e maria-chiquinha, rabo de cavalo, franja, vestidos de babado, saia balonê, short e camiseta. Saia pregueada xadrez no uniforme do jardim, e a azul sem prega horrorosa da escola. Sapato boneca com solado de couro, Melissa. Laços de fita escorregadias num cabelo escorrido do qual escapava minha orelha. 

     

    Livros! Muitos e muitos e muitos livros!

     

    Quem foi que disse que a gente  cresce? 

     



    Escrito por Cris às 12h58
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    Quando se julga um livro pela capa?

    Consigo entender os livros que viram filmes e ganham capas com os posters e caras das estrelas. É um apelo comercial para aumentar as vendas e digo com conhecimento de causa - funciona. 

     

    Eu, leitora inveterada, acabo conhecendo vários livros antes de serem filmados, mas quantas pessoas não pegam um livro para ler apenas porque virou um blockbusters? Ensaio sobre a cegueira é um excelente exemplo. As pessoas desfilam com a cara assustada de Juliane Moore por aí, mostrando - ou tentando mostrar - que são cultas e uma boa parte  não consegue passar dos primeiros capítulos porque não estão acostumados com Saramago. E convenhamos, o primeiro Saramago nunca é fácil.

     

    Podemos citar também O Diabo Veste Prada, PS: Eu te amo e o mais recente Comer, Rezar e Amar. Não troco a primeira capa pela Júlia Roberts de jeito nenhum !!! Mas tenho um amigo que não quis ler o livro antes por preconceito (livro de mulherzinha), viu o filme e já comprou seu exemplar com a Júlia. C’est la vie!

     

    Sou um pouco mais exigente e adoro capas bem montadas, fotos com sensibilidade, de modo que não interfiram na minha imaginação, mas que ditem o “clima”do livro. Mas daremos um crédito às editoras, que ganhando um leitor pela capa, podem  acabar convertendo mais um modista em um leitor de verdade.



    Escrito por Cris às 12h26
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    Do egoísmo

    Eu agora queria ser um gato, me enroscar em um colo e esticar o pescoço para ganhar carícias. Meu único trabalho seria fechar os olhos, respirar, espreguiçar... para em seguida me aninhar de novo, assim, como todo gato: dono do dono, sem dar nada em troca.



    Escrito por Cris às 00h53
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    Posso?

    “ Samantha Sweet é uma advogada poderosa em Londres. Trabalha dia e noite, não tem vida social e só se preocupa em ser aceita como a nova sócia do escritório. Ela está acostumada a trabalhar sob pressão, sentindo a adrenalina correr pelas veias. Até que um dia... comete uma grande mancada. Um erro tão gigantesco que pode destruir sua carreira.

    Samantha desmorona, foge do escritório, entra no primeiro trem que vê e vai parar no meio do nada. Ao pedir informação em uma linda mansão, é confundida com uma candidata a doméstica e lhe oferecem o emprego. Os patrões não fazem idéia de que contrataram uma advogada formada em Cambridge, com QI de 158, e que não tem a menor noção de como ligar um forno! ... A história de uma mulher que precisa diminuir o ritmo. Encontrar-se. Apaixonar-se. E descobrir para que serve um ferro de passar... “ *

     

    Não sou advogada, não formei em Cambridge mas ... alguém sabe onde fica a estação mais próxima????? 

     

     

    * Trecho retirado da aba de Samantha Sweet, executiva do lar - Sophie Kinsella

     



    Escrito por Cris às 13h33
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    A Mulher-Gorila e outros demônios - José Rezende Jr.


    Tenho a impressão que voltei no tempo. Lembro de mim, garotinha da capital estreando na vida do interior, encolhida entre a grade de segurança e a cortina de saída do trailler. Ali estava por ser curiosa. Ale me deixavam por ser filha de “autoridade” - ‘faremos tudo que seu mestre mandar?  Faremos todos! ‘ - mesmo que ‘seu mestre’ não mandasse nada.

    “Essa é Monga, a incrível mulher-gorila. Ela se MOVIMENTA, mostrando que é viva e real”

    A entonação da voz mutante do narrador do espetáculo se mistura com a voz cadenciada de Dona Filó da esquina, que hoje, quando me vê, repete para quem quiser ouvir: “ vô acendê umas vela que é procê arrumá um marido rápido”. Também ouço o canto triste de Adriana Lúcia pendurando roupa e as histórias da minha tia que tem uma amiga cujo marido fez alguma coisa relativa ao assunto em questão - independente de qual for o assunto.  

     

    “Calma Monga! Não! Não faça isso Monga... Monga... Meu Deus!”

    Me encolho mais para não ser atropelada pelo público assustado, e ainda assim consigo olhar no fundo dos seus olhos de gorila. Eu descobri o segredo  e agora estamosaqui, eu e Monga, de volta à Minas, sem muita diferença entre o antes e o agora. 


    Parabéns José Rezende pelo poder de nos fazer viajar! 



    Escrito por Cris às 11h10
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    Caso Real

     

    Todo mundo tem uma história parecida com essa para contar, então estou mostrando que precisamos fazer algo à respeito. Tenho autorização da Valéria para publicar o email e o seu nome para comprovar a veracidade dos fatos. Ela vai entrar com uma queixa no PROCON.

     

     

    De: Consul

    Para: faleconosco@consul.com.br

    Enviada em: 08/09/2010 09:40:00

    Assunto: Dúvida 08/09/2010

     

    Assunto: Dúvida

    Nome: Valéria da Cunha Carvalho

     

    Mensagem: Tenho um Climatizador Modelo C1L06ABBNA e do nada este aparelho parou de funcionar, sendo que não levou nenhuma queda ou qualquer outra coisa que pudéssemos fazer pra ele parar de funcionar. Conhecemos mais 3 

    pessoas que tiveram o mesmo problema. 

     

    Resolvi então levar o meu para consertar em uma autorizada e obtive a 

    informação de que o problema foi que a bomba queimou e esta causa o estrago de outras peças quando queima. O conserto fica em R$180,oo porém um Climatizador novo está na faixa de R$400,00 ou seja, o conserto quase não é vantagem. O atendente da autorizada informou que com o tempo de uso há mesmo o desgaste desta bomba,  questionei a ele que foram menos de 2 anos de uso e ele disse que não existe um parâmetro de tempo da validade  desta bomba. O que eu devo entender então é que este aparelho não é bom e que não compensa consertá-lo e 

    muito menos comprar um novo? 

     

    Gostaria de saber se estas informações sobre este problema com a bomba são

    realmente da forma que me foi passado. Grata pela atenção.

     

    Valéria 

     

    ------------------------------------------

     

    De: faleconosco@consul.com.br <faleconosco@consul.com.br>

    Data: 9 de setembro de 2010 18:37

    Assunto: Re: Dúvida 08/09/2010

    Para: valeria.mineira@gmail.com

     

    Olá Valéria,

     

    Mediante o exposto em seu e-mail,esclarecemos que são efetuados diversos testes em nossos produtos para que possa ser garantido o seu desempenho e sua qualidade. 

     

    Porém, no decorrer da utilização do produto na sua residência e de algumas variáveis, como ações do tempo, local de 

    instalação e ventilação, não podemos prever ou ter alguma definição quanto ao tempo de vida de um produto ou peça.

     

    Informamos que as nossas redes de autorizadas passam por rígidos processos de treinamento e credenciamento estando 

    aptos a determinar a melhor intervenção técnica a ser feita em produtos de nossa fabricação.

     

    Você poderá negociar o valor do orçamento e as formas de pagamento direto com o serviço autorizado.

     

    Se tiver mais alguma pergunta ou comentário, estamos à sua inteira disposição.

     

    Atenciosamente,

     

     

    Danila Freire,

    Central de Relacionamento Brastemp

     

     

    ------------------------------------------

    De: Valeria

    Para: faleconosco@consul.com.br

    Assunto: Re: Dúvida 08/09/2010

     

    Cara Daniela,

     

    O problema não é que eu não tenha condições de pagar o valor do conserto, reclamei foi que o valor do conserto comparado com a compra de um novo não compensa. E pela informação que obtive da autorizada e a confirmação de vocês, por este e-mail, de que esta está correta, é que não adianta nem mandar arrumar e muito menos comprar um novo, pois o produto é "descartável". 

    Fico chateada com essa situação pois me sinto enganada. Pois quando fomos comprar este produto e a propaganda que vimos dele em televisão nos dá a entender de que é um  ótimo produto.

    Pois é um absurdo total que um produto desta renomada empresa tenha a sua validade de uso uma média de 2(dois) anos. E o que é pior ainda o defeito não é causado por nós em nossos descuidos e sim causado pelo desgaste das peças pelo tempo de uso, tornando o produto "descartável".

    Mas pelo visto só posso usar meu descontentamento para nunca mais comprar produtos desta marca e passar este e-mail para todos os meus conhecidos tomarem ciência e não cometerem o mesmo erro que eu, quando resolvi comprar este aparelho que em propaganda(enganosa) é um excelente negócio.

     

    Grata pela atenção.

    Valéria

     


    Faça você também a sua parte. Não deixe que seus direitos sejam descartados.

     



    Escrito por Cris às 11h30
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    Cadê meu pier???

    A vida em sociedade nunca é fácil. Moro em um prédio. Isso por si só já implica em inúmeras restrições em prol do bem estar coletivo, ou pelo menos, deveria.

     

    Assim que me mudei, houve um churrasco no primeiro andar. Começou por volta das 16h de uma 5a feira e sim, a Lucrécia (minha solitária de estimação) ficou terrivelmente incomodada por não poder participar. Eram umas 21h quando escuto um burburinho vindo da escada e de repente todo o churrasco abaixo é interrompido. ALGUÉM ficou mais incomodado do que a Lucrécia. 

     

    Copa do mundo. A minha rua, normalmente povoada por cachorros vadios tomando sol no meio do asfalto, estava completamente tomada de carros. A cobertura fez um encontro com os amigos e dá-lhe carne. Acabei de me mudar, não conheço ninguém então, saí. Na volta o meu carro foi que ficou na rua porque ALGUÉM resolveu que a minha vaga seria perfeita para uma reunião extraordinária de condomínio da qual, com toda minha sorte, saí rebaixada como Síndica.

     

    Sábado à noite, 35o em pleno julho, abafado, intenso. Festa infantil no apartamento de baixo. Crianças correndo, Parabéns para você, bolo, balão estourado, choro e eu com febre - 39o. Chazinho de limão, porta e janela fechada e me entreguei aos braços de Morfeu... mas eis que um barulho irritante entra em minha mente, berrando, chamando, gritando. Morfeu me deixou cair no chão porque ALGUÉM disparou a campainha para reclamar da festa. 

    • Meu senhor, se o senhor descer mais um lance de escada, o senhor pode falar diretamente com pessoa em questão.
    • Mas você precisa fazer alguma coisa!
    • Sim, eu preciso dormir!
    • Sim, exatamente isso. Você precisa dormir e a festa debaixo da sua janela não deixa. 
    • Não. Eu preciso dormir e você não me deixa. 

     

    Sábado à tarde, elevador.

    ALGUÉM: - Boa tarde.

    Eu:            - Boa tarde.

    ALGUÉM: - Você viu a barulhada que aprontaram essa manhã?

    Eu:            - Ouvi sim.

    ALGUÉM: - Você precisa fazer alguma coisa à respeito!

    Eu (confusa): - Como assim?

    ALGUÉM: - É preciso haver respeito. Existem horários e normas a serem cumpridas.

    Eu (confusa): Mas é complicado isso. É difícil se controlar choro e pirraça de criança e essa, além de adorar correr de tamanco pela casa, odeia banho. Todo dia é esse espetáculo. Inclusive, achei que era na sua casa. Não é você que mora acima de mim?

    ALGUÉM (bravo): - Sou eu sim. Mas não estou falando disso. Meu filho está no direito dele, dentro do horário e ele não usa tamanco. Estou falando da confusão que fizeram na rua essa manhã.

    Eu (vermelha): - Na rua? Você está se referindo aos retardatários da festa do Buffet da esquina?

    ALGUÉM: Sim. Do que mais estaria falando?

    Eu (cética): - E você quer que eu me levante às 6h da manhã, num frio de 10oC,  para falar com alguns formandos bêbados que estão no meio da rua e discutiram uns 15 minutos para chegar à conclusão que precisavam de mais uma saideira? Eu não consigo sair da cama nesse frio nem para fazer xixi!!!

    ALGUÉM (muito bravo): - E o que você quer que eu faça? Você é a síndica!

    Eu (já na porta do meu carro e com pressa): Bom, eu virei para o canto, abracei meu travesseiro e, debaixo do edredon, lembrei da minha própria formatura. Mas você pode ir conversar com o pessoal do Buffet, pode ligar para o 190 ou até jogar um balde d’agua. Só acho que isso aumentaria a confusão. Com o frio, eles poderiam achar que estava nevando e não iriam embora nunca mais... 

    ALGUÉM: - Eu tenho criança pequena em casa.

    Eu (dentro do carro já ligado): - É, eu vi... e que odeia tomar banho.

     

    Segunda-feira, na garagem, procurando um documento dentro do carro.

    ALGUÉM: - Oi. Tudo bem?

    Eu (sem parar de procurar o tal documento): - Tudo bem e você?

    ALGUÉM: - Tudo bem.

    Eu: (?????)

    ALGUÉM: - Fiquei sabendo que teve uma festa esse final de semana que varou a noite inteira.

    Eu: - Pois é.

    ALGUÉM: - Eu estava viajando, mas se estivesse aqui teria sido o caos. Tenho criança pequena em casa, ele precisa de horário para dormir, não pode ficar exposto à esse tipo de coisa.

    Eu (enfurnada no carro procurando o documento debaixo do banco): - Que bom então que você estava viajando né.

    ALGUÉM (me fuzilando com o olhar): - Cris, você precisa fazer alguma coisa. Convoque uma reunião com todos, é preciso haver regras, é preciso obedecer as regras.

    Eu (agachada no chão do banco traseiro do carro): - E eu devo enviar convocação para as casas da rua debaixo também? Acho que isso foge à minha alçada.

    ALGUÉM: ?????

    Eu (ainda dentro do carro): - A festa foi na casa do fundo. Não tem nada que eu possa fazer. Além do mais, todo mundo faz aniversário ou tem algo a comemorar. Acredito que algumas festas isoladas durante o ano não matam ninguém. 

    ALGUÉM (confuso e envergonhado): - Ah, foi na casa então? Eu não sabia.

    Eu (saindo do carro): - Pois é, foi na casa sim. Mas mudando um pouco de assunto, não recebi ainda o valor correspondente ao condomínio do seu apartamento. Se importa de me enviar o comprovante de transferência para que eu possa averiguar no banco o que houve?

     

    Hoje, sábado, 7h. ALGUÉM resolveu convocar um café da manhã (ou seria da madrugada) para 851485415 de pessoas, todas de salto e todas indo conhecer o quarto do casal, que por um acaso, é em cima do meu. Todos comem, todos riem, todos falam alto e a criança continua correndo de lá para cá de tamanco (ou qualquer outra coisa que o valha).

     

    Hoje, sábado, 14:15h. Eu passei a noite em claro e a manhã como um zumbi. O café da manhã virou almoço, outras pessoas chegaram, todas de salto e todas indo conhecer o quarto do casal, que por um acaso, é em cima do meu.



    Escrito por Cris às 00h14
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    Se não pode vence-lo, junte-se a ele

    Depois de algumas noites muito mal dormidas, acabo de passar outra completamente em claro. Como já descobri que não posso brigar com seja-lá-o-quê que estiver acontecendo, preenchi a noite assistindo algumas temporadas de Sex in the City e... APAIXONEI com uma maquiagem usada pela Carrie. 

     

    Ela usa uma espécie de lápis ou kajal branco sob os cílios superiores. Ficou lindo. Provavelmente não ficaria bom em meus imensos olhos castanhos e com toda certeza eu não consigo reproduzir em mim mesma - tanto pela falta de talento, como pela falta de produtos e de espelho.

     

    Sim, eu sou uma mulher que sabe-se lá como, está morando há 3 meses sem nenhum espelho em casa. Como eu consigo essa proeza? Uso o espelho do elevador. A técnica tem funcionado bem, exceto no dia em que chamei o elevador e ele chegou com pessoas dentro. Fazer o que? Tive que entrar. Fui dar uma volta no andar da cobertura, onde não se faz nada à menos que você more na cobertura, o que não é meu caso, mas era o caso dos ocupantes do elevador. 

     

    Ok, já causei a primeira má impressão no prédio novo, atravesso a 3a noite COMPLETAMENTE insone da semana, não tenho a maquiagem certa para mim, não a saberia usar se tivesse, estou com fome, moro no interior e continuo sem espelho. Qual a chance de eu encontrar um lugar às 7h da manhã para comprar um espelho de corpo inteiro e bons produtos de maquiagem? Afinal, já assisti todas as temporadas de Sex in the City em meu poder, e preciso ter o que fazer em uma outra possível noite em claro. 

     

    Nesse meio tempo, mantenham distância. Meu humor não está dos melhores.



    Escrito por Cris às 07h15
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    Bem-me-quer... Mal-me-quer... não me quer de jeito nenhum

     

    Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar... Ligar... não ligar...

     

    Claro que eu não vou ligar - por isso eu terminei com a série com essa opção, mas eu precisava me ocupar até a vontade passar .

     



    Escrito por Cris às 11h40
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    Noite e dia

    Mais uma noite termina com o sol. Mais um dia começa sem que eu tenha dormido. 

    2 noites seguidas. Até quando vou aguentar?

     



    Escrito por Cris às 15h38
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    Noite

    Hoje eu vi o dia clarear. 

    Não cheguei a ver o sol - ele nasce do outro lado - mas passei quase 1 hora assistindo da minha janela a mudança da matize de cores sobre o loteamento ainda vazio. 

    Acabou-se mais uma noite insone. Acabou-se mais um livro de amor e o final feliz não chegou, assim como o sono.

    Estou triste!



    Escrito por Cris às 10h29
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    "Eu tive um sonho, vou te contar..."

    Era apenas um sonho. Eu estava numa casa grande com muita, muita, muita gente. Agora, acordada, eu não consigo me lembrar de nenhum rosto conhecido, mas ali, dentro do sonho, fazia sentido toda aquela multidão. 

     

    Era hora de almoço e eu derramei guaraná no chão. Fui buscar um pano de chão e quando voltei parecia que tinha derramado uma carreta de guaraná, e mais pessoas surgiam e pisavam e minha obrigação única e simples era... limpar. Apenas 1 pano de chão, centenas de pés espalhando um guaraná que parecia aumentar. Uma criança chorou, sua mãe a deixou cair no chão e no chão ficou uma cabeça de bebê. E eu precisava limpar. Só quando cheguei perto que pude ver que a tal cabeça era de uma boneca. Como não pensei nisso no momento que a mãe pegou a criança INTEIRA no chão? Como a criança poderia estar inteira se a cabeça estava no chão? Mas minha função não era pensar e sim limpar. 

     

    Fui à cozinha lavar o pano e lá alguém recolhia uma pizza do chão. E ali já chegava o tal guaraná trazido por pés alheios. Precisava limpar. 

     

    Eu estava no corredor, de joelhos, limpando quando alguém passou por mim. Minha preocupação passou a ser o fato de eu estar com a bunda virada para ele, mas eu precisava limpar e ele levou, junto com as botas, o guaraná para um lugar ainda limpo. Precisava limpar. 

     

    Epílogo: Foram 3 dias e 2 noites de febre. De 38 a 39,5oC. Eu estava morrendo de sede, mas estava também morrendo de frio. A garrafinha que eu havia preparado tinha ficado na sala e naquela conjectura, eu havia escolhido ficar com sede (visto que mal conseguia engolir qualquer coisa) do que passar mais frio. Acordei com o telefone tocando e me assustei, pois estava justamente terminando de limpar uma parte da entrada.Não atendi o telefone - estou completamente sem voz - mas a vi, a garrafa que me agoniou a noite inteira por ter sido esquecida na sala estava ao meu lado na cama. 

     

    Eu não esqueci a garrafa na sala. Eu esqueci que a tinha levado para o quarto. E o guaraná se espalhou antes que eu pudesse tomá-lo.



    Escrito por Cris às 12h16
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    Opinião Final - Infiel (Ayaan Hirsi Ali)

    Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? 

     

    À pouco escrevi  um texto onde eu assumo que gostaria de sumir na obscuridão das idéias, que queria me alienar e ser feliz em minha ignorância. De repente, numa forma de fugir à minha própria vida eu mergulho num livro que me abre um outro mundo totalmente diferente e disforme, um mundo onde os homens são proibidos de pensar, onde às mulheres é reservada a obrigação de se submeter, onde “escolher” se alienar não é uma opção e sim obrigação sagrada. Um mundo onde a violência é incentivada e encontra eco num livro religioso.

     

    Infiel não é um livro que chora as mágoas de pessoas que sofreram nas mãos do Islã, não é a história trágica de uma vítima que sobreviveu, não é uma peça de acusação nem uma desculpa. É simplesmente a história pessoal de alguém  que soube inquirir, que aprendeu a pensar por si só, que seguiu suas convicções e que fez algo para mostrar ao mundo o que ela achava que era errado. 

     

    Essa pessoa poderia ser uma pessoa qualquer, poderia ser eu ou você, desde que tivéssemos a coragem de sair desse comodismo inerte em que vivemos, que conseguíssemos pensar e debater consigo mesmo para formar uma opinião consistente e que, principalmente, nos permitíssemos mudar de opinião sempre que víssemos o erro. 

     

    Essa pessoa “qualquer” se chama Ayaan Hirsi Ali, autora de Infiel. Um livro com tantas informações que me deixou com vergonha, com a sensação de estar simplesmente parada vendo o mundo rodar. Um livro que precisarei ler de novo para apreender a idéia, aprender a história e tirar minha próprias conclusões. 




    Escrito por Cris às 21h12
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    Pin pin pin - Ocupado !!!

    Tentei tanto fugir da realidade que nos rodeia, que andei mergulhada em livros fantásticos e envolventes com histórias de final feliz, investigações policiais à la  Hercule Poirot, seres fantásticos, amores eternos e pescoços suculentos.  Antes que eu virasse a moça do Subsolo numa versão abrasileirada de Dostoievsky, fugi de tudo que me mantivesse à beira do abismo. 

     

    Acontece que Infiel, de Ayaan Hirsi Ali chegou para mim pelo correio. Durante 2 semanas mantive-o propositalmente na pilha dos “a serem lidos”, adiando meu encontro com o Islã. Acontece que agora estou mergulhada na história de uma mulher mutilada sexualmente, reprimida, marginalizada e ... sabe-se lá como (ainda não cheguei lá), sobrevivente!

     

    Apesar do choque cultural, da visão do horror, da minha raiva incontida e tudo o mais que acompanha a história, estou encantada com a leveza como tudo é contado e colocado. 200 páginas lidas apenas essa noite, um litro de água, um dicionário e várias anotações à parte. Minha leitura continua.



    Escrito por Cris às 13h35
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    Uma perfeita Avestruz

    Ando numa fase em que tento fugir da realidade. Na verdade, há um bom tempo eu tento entrar num estado de alienação tal, onde a ignorância seja uma benção. 

     

    É difícil colocar em palavras - principalmente quando essas teimam em fugir-me - o quanto ando chocada com o mundo à minha volta. Me recuso a ler jornais - até porque não suporto o formato e a sujeira do papel -  a internet anda restrita ao Orkut, Facebook e alguns blogs correlatos ao meu. Minha televisão, com a antena comprada por R$ 10,00 na padaria, me disponibiliza dois únicos canais que alterno de acordo com o filme que passa. Meus olhos andam circulando por revistas como Casa Cláudia, Casa & Jardim e outras de artesanato. Não quero sair simplesmente por sair, não quero discutir problemas de pessoas que nem conheço, não estou com paciência de escutar lamentações infundadas de amigos... é como se a Cris tivesse simplesmente saído e deixado na porta um cartão de “Não Perturbe”

     

    Acontece que um índio foi queimado porque foi confundido com um mendigo ( Sim! Vou repetir essa história pelo resto da minha vida.). Um pai joga a filha pela janela de um prédio.  Não sei quantos milhares de litros de óleo continuam vazando de uma plataforma americana, transformando o Atlântico no Mar Negro. Uma senhora da alta sociedade local expulsou a filha de casa porque acha que o namorado que ela escolheu não é “adequado” para ela. Políticos medíocres fazem promessas e dizem que têm a resposta para a salvação da lavoura. Uma mulher ambiciosa e fútil “sem querer” engravidou e infernizou a vida de um rapaz rico  e inconsequente, que achou por bem mata-la, esquarteja-la e a dar de sobremesa para os cães . E onde se encontra a Sociedade Protetora dos Animais? 

     

    Estou cansada dessa hipocrisia, dessa indiferença, da banalidade que esses assuntos chegam à minha casa, das piadas de humor negro e observações maldosas. Um travesti foi violentado e morto à pauladas por aqui. Acontece que ele não tinha caso com nenhum goleiro famoso ou rico, então NENHUMA palavra em NENHUM jornal da região. Os adeptos do MST continuam invadindo terra alheia, armando suas barracas fedorentas de lona preta e dormindo o dia inteiro fugindo do sol. Enquanto isso minha vizinha levanta-se todos os dias à 5:00h à uma média de 5oC para pegar o carro, rodar 110km e chegar ao seu local de trabalho. A seleção voltou para casa, os jogadores voltam para seus times europeus, os salários continuam em alta, a Espanha está em festa e em algum lugar  alguém é atirado da janela, numa lagoa ou para os cachorros sem que ninguém tome conhecimento. 

     

    Eu não quero ter que pensar nisso tudo porque ao fazer essa análise vejo que eu sou egoísta, sou egocêntrica, sou hipócrita. A minha contida indignação trocada pelas páginas de um livro de romance de final feliz não vai fazer nada, não vai ajudar em nada, não vai mudar nada. Nada ! E mesmo assim eu me recolho à minha auto-insignificância num lugarzinho ermo no interior de Minas Gerais.

     

    “Senhor, não sou digna de que entreis em minha casa... “ e precisarei de muito mais que uma palavra para ser salva. 



    Escrito por Cris às 01h10
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    Miss White no quarto amarelo com um livro

    Me meti numa enrascada policial. Participo de uma comunidade de troca de livros e me inscrevi numa lista de livros policiais, onde cada leitor tem um apelido único e cada livro também recebe seu apelido. 

     

    Durante as trocas de livros, cada participante precisa saber quem é quem e que livro é o “detento” da vez. A melhor parte dessa história é que adoro história policiais, onde existem mocinhos, bandidos, mocinhas desoladas e eu do lado de cá correndo de um lado para o outro através dos canais de Veneza para saber quem matou quem, onde, como e porque. 

     

    Nunca brincaram de Detetive quando criança? 

     

    PS:  Terminei meu 23o livro de 2010. Ainda com 4 livros de atraso no cronograma anual.



    Escrito por Cris às 04h35
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