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Rascunhos
“Se na literatura busco recriar
a verdade que se esconde sob a realidade,
na vida corro o risco, às vezes fatal,
de recriar alguém que só existe na minha imaginação.”
- Fernando Sabino -

Código Binário

Sim, eu sempre fui cética quanto à amizades virtuais, mas também sou geminiana e posso mudar de idéia à qualquer momento.

Mas outro dia conheci um gatinho no trabalho que me falou de um lugar legal em São Paulo. O adicionei no Skype para perguntar onde era e... nada. Ele não me aceitou!

Acontece que, não mais que de repente, ele me chamou no Messenger para falar de outro assunto.  Descobrimos que já estávamos pré-destinados virtualmente proveniente de um longo relacionamento  passado,  devidamente linkados  e  toda essa não-comunicação nos permitiu uma não-intimidade totalmente ignorada pelo papo virtual.

O pobre coitado não só conheceu toda minha prolixidade, como conheceu meu gosto literário, minha ecleticidade para filmes, algumas confusões e  esse blog – quase por obrigação desencadeada pela minha falta de tato.

E se em meia-hora de troca de palavras digitadas inadvertidamente entre dois colegas de trabalho, ele já sabe tudo isso sobre minha pessoa, além da conclusão lógica de que falo (e escrevo) demais, eu também posso concluir que sim, é possível – e para muitos até mais fácil – fazer amizades pela internet.

E onde está a novidade em tudo isso ? Apenas no fato de ser tão difícil me convencer disso visto que isso tudo faz parte do meu trabalho.  Teimosa? Não ! Apenas fiel às minhas próprias convicções.

 



Escrito por Cris às 21h02
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Entre tapas e beijos (republicação a pedidos)

O conheci quando criança e de cara tivemos uma séria briga. Ele me machucou. Sim, talvez eu tenha sido um pouco distraída, mesmo assim não era motivo. Continuei brincando com ele, afinal todos brincavam e eu não queria ficar de fora, mas aprendi a ser mais cautelosa.

 

Cresci, me mudei, adquiri novos interesses. Com o tempo fui me afastando. O reencontrei a pouco, quando resolvi me exercitar na beira da lagoa. Dávamos longos passeios juntos. Fim de tarde de sábado, domingo de manhã... Ás vezes até nos dias de semana. Á medida que o preparo físico aumentava nosso relacionamento foi se intensificando. Os encontros passaram a ser quase religiosos e me esquecia do tempo em sua companhia.

 

Chegava em casa exausta, mas feliz. Naquele curto período eu conseguia pensar na vida, admirar as coisas, esquecer os problemas. Me sentia tão bem – beirando a felicidade. Aquelas pequenas alegrias que fazem a diferença. As pessoas me diziam que eu estava bonita. Eu pensava nele e sorria. Realmente o efeito estava começando a aparecer.

 

Por problemas alheios à minha vontade acabei me afastando de novo. Parei de ir à Lagoa. Não mais me exercitei. Não mais o vi. Um dia uma amiga me chamou para dar uma volta na Lagoa Seca. Não tinha a beleza da Lagoa da Pampulha, não tinha a água de coco no final do percurso, mas ele estava lá. Altivo como sempre, esbelto, lindo! Foi como se nunca tivéssemos nos separado. Uma sintonia invejável. Tudo se encaixava, era perfeito... Já me sentia bem de novo quando veio a punhalada.

 

Ele me machucou mais uma vez. Brutalmente, como na infância, mas mais forte: proporcional ao tanto que crescemos desde então. Dessa vez saiu sangue... Precisei ir a um médico e contar várias vezes para pessoas estranhas a experiência vivida. O constrangimento às vezes foi maior do que a dor, e essa não foi pequena – tive febre e fiquei de cama por um tempo. Sozinha, pensando na vida.

 

Hoje fazem exatamente 2 meses do nosso último encontro e , tocar no assunto (e no local), ainda me dói. Não mais o encontrei, mas o vi de longe, passando com uma outra garota. Aprendi a lição e não o quero mais. Troquei aquele violento Banco de Bicicleta por um par de patins. 



Escrito por Cris às 12h25
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Victória

A gente nasce, cresce, reproduz e morre com o mesmo sonho: Que no final tudo dê certo.

Apesar de toda a vida moderninha, de saia rodada e salto alto, carro próprio, emprego bom, todo mundo sonha com a vida de margarina: um amor para toda vida – no meu caso um moreno alto, bonito e sensual que me ame e eu ame também. Que a vida seja fácil, divertida, linda, feliz, sempre feliz. Que até tenha algum percalço, mas que esse termine rápido com um beijo enxugando a lágrima e à partir daí começaria o primeiro momento do resto de minha vida.

Porém nem tudo são flores, nem todo moreno é alto, nem todo alto é bonito, nem todo bonito é sensual e, estatisticamente falando, a chance de eu amar a quem me ama num mundo com bilhões de pessoas onde eu não tenho nenhum controle sobre o meu coração é um tanto quanto baixa... apesar de acontecer às vezes.

Acontece que essa foi uma semana feliz, em companhia de uma família feliz, em um momento maravilhoso e para mim esses ´´pedaços de vida´´ são o que eu chamo de felicidade.

Sendo assim, em busca de alguns outros  ´´pedaços´´ eu me entrego à Rosamunde Pilsher para viver um conto de fadas enquanto espero meu vôo, que infelizmente não é para a Escócia.

Dúvida cruel: Porque a maioria dos romances termina no casamento??  Depois dele tudo é lindo ou o romance acaba ali?



Escrito por Cris às 21h41
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Coincidência ???

Em feriado regado à filmes, vinho e chuva, aproveito o ventinho da noite para viajar por Paris.

Um casal se encontra num trem em Viena e passam a noite se conhecendo no filme anterior – sim, água com açúcar, mas uma gracinha (Antes do Amanhecer).  No filme de hoje – Antes  do Por do Sol ( não sei se conhecem), o mesmo casal se encontra após 9 anos.

Ainda estou nos primeiros 30 minutos de filme, mas algo me chamou a atenção. Após aquele embaraço tradicional de um reencontro inusitado, os dois conversam como se tivessem se encontrado ontem. Mesma fluidez, mesma sintonia, um conhecimento recíproco, contos, coisas, confidências, fatos.

Acontece que hoje eu me encontrei com um amigo e descobrimos que estamos fazendo 18 anos – a amizade atingiu a maioridade e talvez a maturidade. Ficamos vários anos sem nos encontrar, não sei dizer se os mesmos  9 – datas eu deixo com ele. Mas após algum embaraço do primeiro reencontro em terras paulista, agora conversamos com o mesmo desembaraço, fluidez, brincadeiras e tudo o mais de 10, 13, 15 ou 18 anos atrás.

Não posso comparar nossa situação com a do jovem casal: Eles eram apaixonados, se conheceram num único dia e estão num charmoso Bistrô em Paris saboreando um café e trocando confidências, enquanto nosso relacionamento teve toda uma infância e adolescência com direito a crises existenciais para agora chegar aos 18 anos de “convívio”, se é que posso usar essa palavra com tantos quilômetros envolvidos.

Acontece que um diálogo específico ouvido pela tela foi simplesmente idêntico a um trecho dessa tarde. Se a diferença entre o charmoso bistrô e a mesinha de shopping onde sentei com “pernas de índio” e um sanduba do Burger King não fosse tão gritante, eu diria que a sensação de Dejavu seria a mais perfeita falha da Matrix. Mas foi o mesmo olhar, a mesma brincadeira, a mesma observação, a mesma risada, a mesma cumplicidade.  

Sou sugestionável por natureza. Se o filme viesse primeiro, eu diria que o diálogo vinha do subconsciente que o guardara por algum motivo qualquer. Mas a recíproca não é verdadeira.

Também não estou aqui para entender o que acontece. Se a arte imita a vida, estou pronta para comemorar em grande estilo a maioridade de uma amizade, afinal, com 18 anos, já podemos tomar um “pileque”.

Agora preciso ir, pois já deixei meu amigo em casa e larguei os dois pombinhos no bistrô à minha espera  e o café deve estar esfriando.

...

45 minutos depois, ela é loira, neurótica e tem um gato. Mas toda a coincidência acaba aí.



Escrito por Cris às 00h50
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2 minerim

Mineirim: Vou pegar meu PFão e "imbópácádumí".

Mineirinha: voimbópácálavárôpa :

Mineirim: tôfóra, mióbópácácumêidumínénaum?

 

Mineirinha: é! Cêtemrazão

Mineirinha: vôimbópacádurmí.

Mineirinha: inte

 

Mineirim: Intéminhã!

Mnineirinha: Ah, eupópôesspedassdacunverssnoblog?

Mineirim: pópô

Mineirinha: bêjú



Escrito por Cris às 09h57
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Um gato entre os pombos

É impressionante o que uma única pessoa desagradável pode fazer com 1 semana de abstinência kármica.

“Seria tudo tão perfeito, se tudo fosse só isso.

Mas isso é menos do que tudo,

é menos do que preciso”

 

Encarar a desordem física ou neurológica, eis a questão !!!



Escrito por Cris às 14h47
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Sintoma de música sertaneja

Tu sofres por precisar de um pouco da minha impetuosidade

e eu pago por não ter a tua calma.

Como chegar de novo ao equilíbrio ?

 

Me vejo me afastando

e tua sombra vai sumindo

na poluição do dia-a-dia

 

Na cabeça a percepção do que fomos

a melancolia do hoje

com esperanças num amanhã chuvoso

 

Eu não sou a mesma que ficou

tu não és aquele que se despediu

o que vive - será que vive? - em nós

é a ilusão intocável do que era bom

como o molde perfeito do que precisa ser

 

Esse amor - tu me amas? - fantasma

é um cruel adversário para o que me espera quando acordo.

Os olhos são mais sutis

os beijos são diferentes

a gana que me deseja é apenas carne

e tu te tornas para mim a desculpa

para um outro dia... talvez... quem sabe?

 

Ao contrário do que disse o poeta

Tão longe de ti, tão perto de tudo.



Escrito por Cris às 08h18
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Mantenha distância

 

Passei  a noite ouvindo histórias de divã,  dormi às 5:30h, acordei ao meio-dia. Assisti filme de chorar, desempacotei caixas de louças, derrubei a coqueteleira,  briguei com o balde, pisei no rabo do Fred, perdi a torta de frango, escorreguei  no chuveiro, tomei chuva, derrubei iogurte no tapete novo da Rita, limpei o tapete, limpei o sofá, esqueci da almofada, fiquei sem o iogurte, olho coçando com a poeira, olho inchado de tanto coçar, olho lacrimejando porque está inchado.

Hoje é domingo, amanhã é segunda, dor de ouvido, Che na televisão, trabalho por fazer, trabalho a cobrar, trabalho para formatar, planilhas incompletas, chamados abertos, inglês, italiano e nem o português eu consigo escrever. Pé gelado, chá quente, sofá ainda molhado, pêlo embolado, mão ressecada, creme.

Estou tonta, preciso comer, não quero comer, não entendo o filme, talvez porque não esteja prestando atenção. Livro inacabado=  elefante parado. Nada de viagens, nada de encontros, eu só queria dormir.

O que é tudo isso? Nada! Apenas uma adiantada TPM!!!

 



Escrito por Cris às 17h25
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“Afinal, sempre haverá Paris”

Estou andando sozinha em pleno São Paulo, a cidade que nunca pára. É noite, nem tão cedo, nem tão tarde. Está frio, ruas molhadas e enlameadas, os carros não param naquele cruzamento  e eu só preciso conseguir chegar do outro lado da rua. Ali está meu carro, ali está uma falsa segurança que me levará para casa, para um banho, para a cama.

Os olhos cansados já não procuram mais aquela figura fantasmagórica, alta, linda, de olhos claros e pele macia. Eu sei que ele se foi. Agora ele pertence à Paris. Agora as francesas poderão admirá-lo no auge de seu vigor, com a liberdade que o século lhe permite.  Pode ser que algum dia volte, mas não para mim, nunca para mim. Mesmo assim eu espero, eu procuro e pergunto. A história não pode terminar assim, simplesmente selada em uma caixa.  A vida é eterna, o amor é um alimento e minha curiosidade... bom, essa está incontrolável.

Meu sangue ferve nas veias, o coração está disparado, a saudade de alguém contrai o estômago... um alguém que não tem os mesmos olhos azuis, nem a mesma pele, nem o mesmo glamour, mas despertou a mesma paixão, a mesma fome e parece que uma eternidade nos separa.

Sim, estou sensível, estou no clima do livro e provavelmente estou na TPM. Mas alguém sabe se existe uma continuação para Alma e Sangue, de Nazarethe Fonseca ?

Link Skoob: http://www.skoob.com.br/meus_livros/mostrar/2688/3342/4271

 



Escrito por Cris às 11h53
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Quem não dá assistência, abre concorrência

Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" de sua mulher, namorada e etc.

Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: "corneado". Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu "chifre" em alto e bom som.

Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.

Mas o que seria uma "mulher moderna"?

A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante...

É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços...

É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda...

Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer...

Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior:

VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", a menos que:

- Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

- Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo... bem...

- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.

- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você...

- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????

Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.

- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher.

Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi.

- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar pro lado e simplesmente dormir.

- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão...

Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência".

Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso.

Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!

Arnaldo Jabor

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Devo dizer que me enquadrei no descritivo de "mulher moderna", mas não consigo me ver saindo por aí colocando chifres a torto e à direito. O que pode acontecer é que meu "assistente" que me deixou "desassistida" também não vai me ver ... Adios amigo!!!

 



Escrito por Cris às 09h01
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Quando tudo é assunto

Mauro Jorge diz: Cris , to precisando de uma conversa filosofica
Cris Bauer diz: aproveita que hoje estou inspirada
Mauro Jorge diz: fechou então. vamos sentar na rede e converser
Bom, eu assisti o filme antes do por do sol
É bem interessante. O filme inteiro é um dialogo

Cris Bauer diz: o filme é bom?
Mauro Jorge diz: E Entao (comentário Cris: começar frase com ENTÃO é coisa de paulista né – continuando ) descobri que eu assisti o segundo e nao o primeiro
Cris Bauer diz: Abra seu coração, converse comigo
Mauro Jorge diz: Huahuaa . Na verdade o que me afetou mesmo foi a aula de yoga linda q eu tive agora
Cris Bauer diz: Conta tudo. Como uma aula de ioga pode ser linda?
Mauro Jorge diz: yôga é com Y
é o momento que eu sinto realmente meu corpo adentro.

Cris Bauer diz: nossa... profundo isso (comentário Cris: com ou sem maldade. Fiquem à vontade)
e desculpe - yôga)

... (silêncio no recinto... Cris pensando)
Cris Bauer diz: Deve ser um momento de pensamentos vazios e lotados ao mesmo tempo
... (silêncio no recinto... Mauro Jorge fugiu)
Cris Bauer diz: Maurinho , essa conversa de mim comigo mesma não está muito filosófica
porque eu nunca fiz Yôga nem vi o filme , então como posso discutir comigo mesma esses assuntos?

Mauro Jorge diz: Hahahaha , pensamento vazio é dificil
ja tentou ficar sem pensar por 1 min?

Cris Bauer diz: isso para mim é impossível.
eu fico um minuto pensando que eu deveria ficar sem pensar
e ainda tem uma voz lá no fundo cantando alguma música idiota e com vurudum

Mauro Jorge diz: Então, e se pensar em uma coisa só, uma imagem e só na imagem sem raciocinar sobreCris Bauer diz: ok... acabei de ser reprovada na prova de entrada da Yôga
Eu imagino a imagem, coloro a imagem, imagino a imagem em algum lugar, a cor não combinou com o lugar, troco a cor, coloro o lugar, penso em uma história para aquele lugar

Mauro Jorge diz: é normal isso
Cris Bauer diz: Você não está me entendendo... fui contar carneirinhos para dormir:
o primeiro pulou a cerca, o segundo pulou, o terceiro estava gordinho e empacou, o quarto veio correndo e caiu no gordinho, o quinto trombou, o sexto parou, o sétimo berrou que era para todo mundo sair da frente, o oitavo aproveitou a confusão para cantar a 12a que saiu da fila para dar uma espiadinha na confusão, enquanto lixava a unha. Distraída com a cantada, lixou a unha errada e xingou a amiga(11a) que ouviu resmungando porque estava com inveja.

Mauro Jorge diz: Ahhahahaha. Isso é um post ja
Cris Bauer diz: gostei... postando



Escrito por Cris às 00h53
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Emblema da Amizade (Jacques Bonnet )

Não  é novidade para ninguém que adoro ler, muito menos que sou uma mulher de fases.  Andei afastada dos livros durante um tempo porque eles eram os causadores da minha insônia – eu começava a ler, qualquer sono que estivesse por perto simplesmente desaparecia e eu ia trabalhar no dia seguinte com os olhos vermelhos e a cabeça nas nuvens (ou em Roma, ou em Bruges, ou na Mongólia).

Mas as páginas sempre ganham essa guerra entre eu, eu mesma e a Cris. Dessa vez foi nas ruas de Paris que me perdi, com um ex padre, filósofo,  italiano e curioso perseguindo um assassino que pode ou não pode ser culpado de algo que ele quem sabe talvez tenha feito.

Nesse ser ou não ser  vi uma amizade como poucas, de pessoas diferentes que se respeitam e ser admiram e continuam a ser exatamente quem são.  Certas ou erradas, justas ou não. Está na chuva é para molhar... então que molhe com vontade, para lavar tudo que a alma precisa.

Devo dizer que tenho a sorte de ter amigos assim e a todos eles o meu público Muito Obrigada

 

PS: Fugi do tema do livro, mas não estou para resenhar. O livro é bom, bem mais policial do que o melado que eu descrevi. Acho que quem anda melada sou eu. Cadê a tal chuva



Escrito por Cris às 23h25
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Li no Pequeno Príncipe

Do mistério:
“Quando o mistério é impressionante demais, a gente não ousa desobedecer”

Da entrega:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”

Da sabedoria:
“As crianças devem ser muito tolerantes com as pessoas grandes”

Dos sentidos:
“Os olhos são cegos. É preciso ver com o coração”

Do porquê:
“Foi o tempo que dedicaste à sua rosa que a fez tão importante”

The Best:
“Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ficar feliz.”

Da lição:
“Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.”



Escrito por Cris às 15h18
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Com vocês...

Já é fato conhecido a todos os assíduos nesse blog que eu existo, por isso eu penso – ou acho que penso.

De qualquer forma, eu encho os olhos de vocês com várias coisas que se passam na minha cabeça e apesar de tanta palavras entre úteis e inúteis, às vezes eu consigo inspirar alguém a escrever. Uns porque gostaram do que leram , outros porque odiaram o que leram, uns para colocar na internet algo à mais do que o acúmulo de informações dúbias disponíveis.

Toda essa redundância, mais conhecida como “encheção de lingüiça” é para apresentar um novo blog. Como o que está na internet se torna público, tomo a liberdade de copiar o texto (com os devidos créditos) para uma apresentação bem feita.

 

Pense! 

http://blessbliss.wordpress.com/

July 30, 2009

Penso, logo tento escrever algo para postar no meu novo blog que tem apenas 2 dias

Penso, logo percebo que a inspiração vem muito mais a noite do que de manhã (tentei escrever hoje pela manhã)

Penso, logo percebo que de manhã me sinto “vazio” de pensamentos novos

Penso, logo vejo que preciso passar por algo hoje que faça eu filosofar

Penso, logo percebo que estou pensando sobre pensar… será que é normal?

Penso, logo sinto que nada é normal porque tudo é relativo

Penso, logo lembro que relatividade é algo que os físicos adoram falar

Penso, logo estou tentando lembrar o nome da figura de linguagem que consiste na repetição no começo de cada verso

Penso, logo vou pedir ajuda a um site de busca:

Aliteração (não), anacoluto (não), anadiplose (não), anáfora (sim)!!

Anáfora:

Em retórica, anáfora é a repetição da mesma palavra ou grupo de palavras no princípio de frases ou versos consecutivos. É uma figura de linguagem comuníssima nos quadrinhos populares, música e literatura em geral, especialmente na poesia.

Penso, logo sinto que minha anáfora já não é tão anáfora pois acabei comentando sobre a tal e consequentemente quebrando as repetições

Penso, logo lembro que existe um outro nome para isso.. hmmm … metalinguaguem? Mas não estou falando do idioma, estou falando sobre meu post, logo metapostagem!

Penso, logo lembro que acabei de fazer um neologismo e que adoro neologismos!

Penso, logo percebo que não sei como terminar esse post e se continuar não vai ter fim!

Penso, logo lembro do filme “História sem fim” que tem esse nome mas tem fim sim, não tem?

Penso, logo é óbvio que tudo tem um fim

Penso, logo vejo que eu poderia escrever o maior livro do mundo só com esses versos de “Penso, logo…”

Penso, logo dou risada pois ninguém compraria um livro desse!

Penso, logo escuto meu anjinho ou diabinho falando pra mim “Pensa logo!”

Penso, logo penso “pensar no que?”

Penso, logo vejo que não vai ter fim mesmo

Penso, logo percebo que preciso terminar logo

Penso, logo acabei de fazer uma antítese

Penso, logo será que as pessoas que vão ler estarão curiosas para saber o final? Final este que nem eu sei como vai ser…

Penso, logo lembro da época em que eu escrevia redações e tinha toda uma forma de escrever, argumentar e bla bla bla e eu demorava e demorava

Penso, logo percebo que agora que posso escrever o que eu quero, a escrita acontece naturalmente, flui muito mais e me sinto melhor!

Penso, logo vejo que estou assumindo uma responsabilidade que é a expectativa dos leitores e não sei bem como lidar com essas coisas…

Penso, logo lembro que o final é muito importante. Finais de livros, filmes e poesias: “O filme é bom, mas o final é terrível”

Penso, logo tento lembrar por que comecei a escrever assim?

Penso, logo lembro de Descartes! Ê laia hein Descartes, quando você ia pensar que eu faria algo assim com sua famosa frase?

Penso, logo sinto que a melhor forma de terminar algo é voltando à origem, à inspiração:

“Cogito, ergo sum”

(”Penso, logo existo”)

 



Escrito por Cris às 12h04
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Um longo dia

Tive um pesadelo. Pela segunda vez em poucas semanas tive um sonho horrível com muito sangue, mortes, desespero, choro... muito choro.

Acordei com uma pedrada de gelo na cara, molhada tanto pelas lágrimas como  pela chuva que entrava pela janela.  O corpo tremia, sem saber se era de medo ou de frio.

Na verdade, agora que paro para escrever, já não sei mais a ordem das coisas. Acho que primeiro veio a pedrada de granizo e depois o pesadelo que me deixou tremendo. Me parece mais coerente assim - como se sonhos e pesadelos pedissem qualquer tipo de coerência.

Demorei a levantar, precisei de um tempo para ver que tudo estava normal, que lá fora estava o mais perfeito dia chuvoso e que eu ainda estava linda, leve e loira.

Um banho quente, uma blusa de lã, uma bota, um cachecol, o Leo, música e trabalho.

Cheguei sorrindo, mas o dia, a pressão, os problemas, os desrespeitos, uma possível TPM fora de hora , a fome e, principalmente,  a má  impressão do pesadelo que não me deixa,  fizeram com que tudo ficasse cinza combinando com minha roupa preta e com o tempo lá fora.

Preciso da chuva. Preciso que ela caia em mim e leve embora tudo isso. Ando numa fase leve da vida. Acho que esse ano promete coisas boas e a nada como a chuva para levar embora todos os fantasmas sangrentos de um pesadelo noturno.

Acontece que tenho uma reunião agora, então , vou suspirar bem fundo para não entregar meu real estado de espírito, fechar a boca para não provocar um ciclone em minha volta, abrir bem os olhos de modo que as lágrimas simplesmente sequem antes de caírem. Isso tudo é apenas cansaço, nada mais.

 

PS: A reunião aconteceu,  bocas alheias não ficaram fechadas, o ciclone se levantou junto com meu volume de voz e depois, sozinha, as lágrimas caíram soltas. Em 10 anos de trabalho, essa foi minha primeira vez .



Escrito por Cris às 07h50
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