Como cão e gata
Vou apresentar para vocês a Bianca. Bianca apareceu na minha vida há uns 4 anos atrás quando fui à um gatil buscar uma gata persa que ganhei. No colo de um garotinho de uns 4 anos, que a segurava pelo pescoço no mais perfeito exemplo Fenícia, tinha uma bolinha de pêlos cinza clamando, ou miando, por ajuda. Foi paixão à primeira vista. Acontece que a minha gata persa de presente já estava paga, aquela bolinha de pêlos sem unhas no colo do garoto tinha como destino ser seu brinquedo de estimação. Para resumir a história, digamos que eu acredito que a gente faz o nosso destino, ou o destino da gata. Saí do gatil com duas bolas de pêlos cinza. Eram 3 filhotes de gato em casa e o único trabalho que a Bianca me dava era procurá-la. Ela passava 3 ou 4 dias sem ser vista. Só comia ou usava a caixa de areia no meio da madrugada. Não brincava com as outras, não dormia com as outras. Bom, minha gata eremita foi a única que sobrou do trio. Foi castrada, enfrentou 7 horas de estrada comigo cantando no carro, se mudou de casa 6 vezes em 3 anos a agora está acampada comigo na casa de uma amiga. Acontece que minha amiga tem um cachorro e agora vou apresentar para vocês o Fred. O Fred é um Chitzu branco e bege, peludo com os olhos esbugalhados. É o Gremlin mais lindo que já vi. Esperto, brincalhão, agitado, ligado a 220 e que não me deixa terminar esse texto. Se você bate ele acha que está brincando, se você briga ele acha que está brincando, se castiga ele acha que está brincando, se sai de perto ele acha que está brincado. Ele é o mais perfeito Odie (o cachorro do Garfield). E agora é essa a nossa rotina: A Bianca passa o dia se escondendo, o Fred correndo atrás da Bianca, eu correndo atrás do Fred e ninguém interessante correndo atrás de mim.
Escrito por Cris às 13h24
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