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    Rascunhos
    “Se na literatura busco recriar
    a verdade que se esconde sob a realidade,
    na vida corro o risco, às vezes fatal,
    de recriar alguém que só existe na minha imaginação.”
    - Fernando Sabino -

    Primeiros erros

     

    Tanta coisa foi dita por tanto tempo sem obter nenhum resultado prático que, depois de uma explosão de minha parte, vi que era hora de sair. Uns poderiam encarar isso como uma fuga. Outros como uma admissão de culpa. Eu prefiro ver como uma tentativa pessoal de amadurecimento. 


    A lógica do raciocínio? Se nada foi resolvido em 6 meses de conversa, a chance de se resolver em 6 dias é mínima, principalmente se os argumentos continuam os mesmos. 


    Estou assumindo a responsabilidade sobre os meus erros  e ainda a responsabilidade cabível a mim pela lei da osmose. Também assumo a responsabilidade pelas falsas expectativas que eu mesma criei. E por não respeitar as diferenças, por um mínimo instante que tenha sido - e não foi tão mínimo assim. Essa era uma das minhas principais qualidades e, com isso, tem sido difícil lidar! 


    Acontece que uma outra qualidade continua intacta. Digo as coisas de forma errada, digo sob pressão ou no auge da explosão, mas digo exatamente o que penso, o que acho ou sinto. Essa vez não foi uma excessão - mas a explosão te tira a razão, não é assim?


    Não peço desculpas! Escolhi me esforçar para aprender - ou apreender -  e não tornar a fazer. E, enquanto não consigo controlar meus ímpetos grosseiros, me recolho. Uma ação de desculpas sinceras no lugar de palavras vazias. O silêncio depois da gritaria. O recuo quando a discordância ultrapassa o aceitável. Não quero vender ideias. Não tenho a pretensão de convencer alguém. E quero, acima de tudo, te respeitar como você é, porque  eu sou assim. Eu sou a Cris. E você tem todo o direito de não me amar.  


    E depois de todo esse desabafo, eu pergunto: - Porque continuo com a consciência pesada? 


    "Quero explodir as grades 

                             e voar...

    Eu não tenho para onde ir

             mas não quero ficar"

          (Engenheiros do Hawai)

     



    Escrito por Cris às 23h52
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    "... nesta rua, nesta rua tem um anjo

    Ontem não foi um dia bom. Na verdade não tem sido uma época boa, talvez um inferno astral extremamente atrasado. Seja como for, a tristeza junto com a enxaqueca me pregaram na cama, debaixo do edredon, na melhor forma de encarar a tempestade num dia claro de inverno. 

     

    Insônia entremeada com pesadelos. Livros lidos mas não apreendidos. Palavras sem nexo, sem filtro, como essas que lhes apresento. 

     

    Acontece que ontem uma janelinha do MSN se abriu e eu pude desabafar com um nome e uma foto. Alguém que não conheço pessoalmente, mas que já conhece um pedaço da minha alma. ‘Quem me vê assim não sabe de mim’, mas quem me lê, me decifra.

     

    E essa manhã, para complementar o trabalho, o telefone me tirou da cama, com uma voz linda me chamando de prima. Uma prima distante, criada distante, casada distante e ao mesmo tempo, com o coração aqui, ao meu lado. Uma voz que me traz seu sorriso lindo, um bom humor característico que dá voltas aos seus próprios problemas - que não são pequenos. “Mas são das batalhas que saem as vitórias”, ela me disse e com nossa conversa veio o  ânimo para me levantar. Cortinas abertas, cama arrumada, fogão limpo e esse texto sendo redigido. “...porque Deus está sempre ao seu lado, basta olha-Lo, e segui-Lo, e acreditar”. 

     

    No fundo do meu poço tem uma mola, porque eu não posso deixar de cair, mas eu me recuso à permanecer lá embaixo. Eu acredito em Deus e acredito em mim e acredito em anjos - que aparecem nas janelinhas do MSN ou do outro lado da linha telefônica - e só posso dizer: OBRIGADA por também acreditarem em mim.

     

     



    Escrito por Cris às 11h36
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    Pé de Cachimbo

     

    Louça limpa, água gelada, cozinha ainda suja, cabelo sujo também. Roupa para lavar - e algumas para passar. Tarde de domingo, sol, frio, quarto arrumado, telefone mudo, gata no colo. 

     

    Detesto filme cortado, mudando para o DVD - 2 aparelhos e nenhum lê o disco - ir para o video game? Volume da televisão diferente no filme e no comercial. Cadê o controle?

     

    Esperanças num novo emprego, numa boa vida, num surpreendente amor. 

     

    E enquanto navegava na internet...

     

     

    Babaram? Eu também. E esse jogo lindo está sendo sorteado pelo site d♥ junto com a Villa Pano . Quer? Então vá lá e participe. Só não fique triste se não ganhar, porque algo me diz que esse conjunto lindo será meu, afinal, eu mereço:  não ando com nenhuma sorte no amor! 

     

    Nota inserida em 18/07/2011: Não foi meu esse conjunto lindo. O resultado do sorteio está no link abaixo. Vou ter que colocqr meus dotes manuais em prática e tentar fazer um para mim, mas... vocês podem entrar lá e comprar né. Eu ainda preciso me recapitalizar.

     

    d♥ : Link para o Sorteio

     



    Escrito por Cris às 17h20
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    Era uma casa, muito engraçada

    Quando eu era pequena e minha mãe me pedia para arrumar o quarto ou a sala ou qualquer outro cômodo da casa, você poderia apostar todo seu ouro de que, quando voltasse, estaria tudo do avesso - arrumado, mas do avesso.  

     

    ‘Arrumar o quarto’ para mim sempre significou tirar TUDO do quarto: roupa de cama, enfeites, cortinas, móveis, guarda-roupa, etc... limpar, encerar, lustrar e guardar tudo de novo, em novas posições, é claro.

     

    Muitos e muitos anos depois, já longe da ‘casa de mamãe’ as coisas não mudaram muito. Em um belo dia de folga, frio, livro e faxina... tudo mudou. Afinal, estava tudo tããããããããoooooooo sem graça.

     

    Mãos à obra:

     

    Ingredientes:

    1 parede em bom estado (vamos facilitar a vida né)

    1 lata de tinta

    1 Rolo de lã

    1 pincel

    1 rolo de fita crepe larga

    jornal

    Roupas velhas

    gominhas de cabelo

     

    Modo de fazer:

    Vista-se com as roupas velhas e prenda ao máximo os cabelos para evitar acidentes.

     

    Faça uma borda com a fita crepe nas paredes adjacentes e rodapés. Se a parede tiver tomadas e interruptores, retire os espelhos e cubra as ligações também com a fita crepe.

     

    Dissolva a tinta de acordo com as instruções da embalagem. Misture bem. 

    ATENÇÃO: Dissolva toda a tinta que vá usar, evitando manchas. 

     

    Pinte todas os cantos e bordas com o pincel. Passe o rolo na tinta, retire o excesso... e vá pinte o 7, ou melhor, o M. Pinte em várias direções: vertical, horizontal, diagonais, até cobrir toda a área. Aguarde o tempo de secagem e passe uma segunda demão.

     

     

    Antes...

    Durante...

    Depois...

     

    PS: essa manchinha branca aí em cima é reflexo da câmera/flash. A parede ficou perfeitinha!

     

    E, para aproveitar bem o seu tempo durante o período de secagem, nada de se enroscar no sofá e deixar a preguiça chegar. Já para cozinha, afinal, você vai precisar de uma boa mesa para comemorar o resultado. Depois de um junta-junta de restos na despensa, olha o que saiu. 

     

     

     

    É contra todos os meus princípios publicar isso, mas... ficou delicioso. É que a fome é um excelente tempero.

     

    E aí, o que acharam? Não tenham medo de brincar. O máximo que pode acontecer é ter que pintar de novo! E acreditem, é uma perfeita terapia!

     

     

    Extras...

     



    Escrito por Cris às 14h22
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    Isso acontece comigo...

    Eu tirei do Bicho em Casa e eles tiraram do Cat Versus Human. AMEI.



    Escrito por Cris às 15h11
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    Caderninho de endereços

    Participo de uma, digo, duas comunidades que emprestam livros. Nossos livros rodam, rodam, rodam, rodam e voltam cheios de cartões, bilhetes e carinhos. E você, por onde andam seus livros? 

     

     

    “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” Saint-Exupery. Cative alguém enviando postais do Pequeno Príncipe. Se não conseguir lembrar de ninguém que possa ser alegrado por você agora... ah, manda um para mim. Vou adorar!

     

    Um pausa para descanso. Esqueça o computador, escolhar um lugar BEM aconchegante, pegue um daqueles livros empilhados à séculos, deixe a imaginação fluir à cada página virada e vá curtir o frio em muito boa companhia. Não sabe o que procurar? Seguem algumas dicas.

     

    Se não consegue se desgrudar mesmo do computador, não deixe de visitar esse blog. Essa menina manda muito bem e sou fã. Às vezes acho que ela me conhece... risos, mas aí descobri que são problemas, ‘causos’ e fatos pelos quais todos nós passamos, mas ela tem o dom de colocar tudo em palavras.

     

    E já que coloquei um link da Brena, vou colocar o outro também. São inúmeras dicas de maquiagem para gente acordar com cara de artista de novela - ou pelo menos passar o dia como uma linda atriz de novela. Ainda sou uma perfeita pivete, mas juro que tento aprender alguns truquezinhos com ela. Vou ter que treinar muito ainda.

     

    E falando em frio, olhem isso! Tem como não se inspirar? AMO esse blog. Amei esses quartos e já estou com a tinta destampada para dar uma pintadinha no meu, que anda tão sem graça. Afinal, preciso de um algo para combinar com meu edredon lindo que ganhei de aniversário.

     

    Essa garota desenha divinamente bem. Nunca me canso de ver seu trabalho. Parabéns Juju.

     

    Não se assustem com o nome. Eu pessoalmente detesto francês, mas ela ama e em uma noite dessas eu a apresentei a uma cantora francesa que conheci por acaso e juntas descobrimos um novo mundo francês. hahahaha. O link acima é o dela e o abaixo é do novo mundo musical descoberto. 

     

     

    Beijim mineirim para vocês.

     



    Escrito por Cris às 23h23
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    Meninos, eu vi!

     

    Vi a revolta de um irmão de frente a um caixão fechado, o silêncio de um outro irmão. Vi alguém perder as  forças nas próprias pernas e a desorientação de um pai. 

     

     Vi o choque na voz do meu irmão que, por sua vez, viu tudo!  Vi o desespero nas mãos que me cumprimentaram. Vi a incredulidade nas perguntas feitas. Vi a realidade dos fatos no silêncio de toda uma corporação.   

     

    Vi e revi a cena que me foi contada. Vi uma foto e aquele sorriso que ficou para trás.   Vi a dúvida nos lábios que espalhavam a notícia. Vi um certo remorso e perguntas não formuladas. Vi dois nomes em um obtuário  e médicos correndo para salvar quem ainda respira. 

     

    Vi uma reportagem na TV . Vi sangue, vidros quebrados, uma estrada, um carro e uma carreta. Vi palavras inacabadas, sonhos desfeitos e o tic-tac do relógio. Vi o domingo se acabar e a semana começar com um ‘adeus’ no lugar do  ‘Bom Dia’. Vi um telefone tocando, sirenes passando, o Resgate  e  a notícia: “Eles se foram”! 

     

    Vi uma flor escapar da coroa. Vi a flor ser esmagada por um salto azul, um pássaro voltando para casa e o rastro de um avião que decolou. Vi uma fila gigantesca de carros seguindo em silêncio um carro funerário. Vi o susto na cara de uma criança com a bola na mão esperando passar o cortejo.  Vi a corda descendo, pessoas chorando, terra seca, um buraco, lápides, números, pás. Vi o sol se pondo junto com o caixão. 

     

    Vi família, amigos, curiosos, colegas, amores. Vi o choque! Vi e fechei os olhos para não ver, para não viver, para não sentir, para não chorar. Vi, mas preferia esquecer que estava tão perto. Vi e rezei agradecendo a Deus por aquele choro não ser da minha mãe.  Vi, e me senti culpada e egoísta por todos meus sentimentos em conflitos. Vi, e pedi desculpas à Deus por tudo, por todos e por mim. 

     

    Amanhã, esses olhos verão minha gata se aconchegar no meu colo e pedir comida. Verá o céu lindo de inverno, as roupas sujas do feriado esperando a vez, o neném do vizinho, as contas, um filme. Amanhã as visões de hoje estarão armazenadas  em algum lugar remoto e esta, apenas mais uma tragédia banalizada entre tantas que acontecem à nossa volta. 

     

    Sim, tudo seria muito fácil se, além do que eu vi, eu também conseguisse apagar  o uivo de uma mãe desesperada que ecoa dentro da minha cabeça. Aquele não é um choro que se esquece, não é uma dor que se ignora, não é uma realidade para a qual se fecha os olhos. 

     

    Eu estava ali. Eu vi. Eu ouvi... e me senti inútil. 

     

    Escrito em 27/06/2011

    Por Ana Cristina Bauer  para o Jornal Agora - Divinópolis 

     



    Escrito por Cris às 23h57
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