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    Rascunhos
    “Se na literatura busco recriar
    a verdade que se esconde sob a realidade,
    na vida corro o risco, às vezes fatal,
    de recriar alguém que só existe na minha imaginação.”
    - Fernando Sabino -

    O mundo pós-aniversário, de Lionel Shriver

    Dejavu é o nome que se dá àquela sensação de já ter visto ou vivido alguma coisa. E quanto à sensação de já ter SENTIDO algo?

    Essa sou eu ao terminar de ler O Mundo Pós-Aniversário, de Lionel Shriver.  Definitivamente eu não vivi a mesma história, mas eu senti a mesma coisa. E agora, pensando com um pouco mais de imparcialidade eu me pergunto, quem não sentiu?

    No livro, a heroína se vê em um daqueles momentos cruciais da vida onde uma escolha é literalmente um divisor de águas. Ou vai ou racha. A opção por um único lado do muro. O ser ou o não ser. A escolha que não volta atrás.

    De uma maneira inteiramente nova (para mim, pelo menos) a autora conduz os dois lados da história. A sorte foi lançada e todas as consequências vieram à tona. Ela (a heroína) não sabe exatamente o que deixou para trás, mas nós sabemos, nós acompanhamos, paralelamente, e  em tempo real.

    Mas além de toda a maestria da autora em levar simultaneamente duas histórias (como se já não fosse suficientemente difícil escrever um único romance), o incrível é que apesar de achar que seria óbvio pensar em todas as minhas própria escolhas irrevogáveis, eu só consegui me concentrar em como parecia que ela estava lendo meu coração de um tempo atrás. E, principalmente, como ela poderia descrever um estado de espírito tão idêntico ao meu, mas ligado á uma história tão diferente da minha.

    A heróina fez sua escolha, nós fomos brindados com as duas continuações, sem a frustração de não saber como teria sido o outro caminho, mas a mim... bem, eu respondi minha pergunta:

    Qual o nome que se dá à sensação de já ter SENTIDO algo? Eu dou o  nome de carapuça!



    Escrito por Cris às 22h34
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    2o capítulo - Um amor na biblioteca

    Naquela noite fatídica em que  nossa heroína levou o malfadado bolo de seu amor, Atenor Antônio, Letícia Amanda não conseguia pregar os olhos. Tudo estava cuidadosamente acertado. Sonhadoramente, ela repassou passo-a-passo o seu dia.

    Eles já se amavam há tanto tempo. Ele não sabia desse tempo todo, é claro, mas ela sabia por ele. Ela o esperava chegar e ele chegava. Ela lhe arrumava a mesa e ele sentava. Ela lhe servia café e ele tomava. Ela se desdobrava e ele apenas... estudava!  Tudo simples assim. Ela vivia para ele e ele para os livros. 

    Mas naquela manhã, algo aconteceu. Ele olhou para ela! Ele falou com ela! Ele disse “Você tem o livro “Jantar à dois”?  e seu mundo iluminou. Era a chave que ela estava esperando. Ele arrumou uma desculpa para lhe dirigir a palavra. E uma desculpa perfeita, que ninguém mais perceberia: pedir um livro para uma bibliotecária. Letícia Amanda captou o contato e respondeu: “Te entrego o livro às 18:30h debaixo da 3a goiabeira da lateral direita”. Ela, corada,  sorriu. Ele, chocado, recolocou o chapéu coco e se despediu - para nunca mais voltar.

    Como faria Letícia Amanda para retornar à biblioteca? Como seria sua vida sem o amor de Atenor Antônio? E será que a máscara de gemas de ovo e taioba batida faria efeito?
    Não perca os próximos capítulos da sua novela da madrugada!



    Escrito por Cris às 09h57
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    A cor da semana...

    Uma flor. Um amor. Uma cor. Um livro.
    A flor que eu mais gosto é uma flor de inverno.
    A cor escolhida é o Garota Verão, da Colorama.
    O livro da vez é O mundo pós-aniversário, de Lionel Shriver.




    "Levai-me aonde quiserdes.
    Aprendi com as primaveras
    a deixar-me cortar
    e a voltar sempre inteira."
    (Cecília Meireles)



    Escrito por Cris às 23h53
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    1o Capítulo - Um amor na biblioteca

    E naquela noite jubilosa, Letícia Amanda se recolheu a seus aposentos em estado melancólico. A noite prometida lhe foi negada sem aviso prévio - ou mesmo póstumo. Saindo do banho iluminada apenas pela luz vinda da janela, Letícia Amanda adiciona mentalmente a troca da lâmpada do quarto  aos afazeres do dia seguinte, tentando assim se esquecer dos episódios de sua vida recente. 

     

     

    Sim, sua decisão estava tomada: ela iria se casar, e de azul marinho!  Ela se casaria com o magistério usando as cores da universidade de Santana em seus taillers nem tão bem cortados assim.

     

    Jogou para o lado os sapatos de salto alto e bico fino que transformaram seus pés em um triângulo - sacrifício válido se tivesse havido um jantar. Aqueles objetos de tortura enfretaram seu último dia de glória. À partir daquele momento, ela jantaria sopa na caneca e se entregaria de corpo e alma (ou não seria sola e dedos?) aos mocassins de sola recauchutada e meias Kendall.  Conforto e adequação, seu mais novo lema  - e sem bolo de sobremesa.

     

    Sim, o dia seguinte seria um outro dia! Seria o dia em que ela se entregaria às mãos daquela que iria lhe fazer relaxar e por uma hora esquecer de todos os seus problemas: a professora de seu curso de bonecos de feltro - sugestão de seu terapeuta. 

     

    Sonhando com a luz da lua e recebendo a luz do poste, ela rodou seus cabelos em uma touca de meia. Se dividindo entre segurar as lágrimas e conter as lambidas de Berenice, a gata, ela tentou em vão espalhar uniformemente  a costumeira máscara de beleza feita de gema de ovo e taioba batida. Dentes escovados, gominha do aparelho no lugar, beijinho aos pés da santa, cabeça no travesseiro e...Atenor Antônio! 

     

    Por que diabos - desculpe santinha - Atenor Antônio  não tinha comparecido ao encontro? Ela o esperou diligentemente embaixo da 3a goiabeira da lateral direita da biblioteca. Será que ele tinha entendido que seria na entrada principal? Mas lá não tinha goiabeira. Ou será que ele tinha entendido que seria na macieira? Mas se assim fosse, Atenor Antônio ficou plantado nos fundos do prédio esperando Letícia Amanda em vão. E, nesse caso, a faltosa da história havia sido ela e ele nunca a perdoaria. “Oh meu Deus, o que hei de fazer?”

     

     Será que Letícia Amanda conseguirá se explicar para Atenor Antônio? Será que Atenor Antônio sabia que tinha um compromisso com Letícia Amanda? Ou, a mais grave de todas as perguntas, será ao menos que Atenor Antônio sabe quem é Letícia Amanda? 

     

    Não percam os próximos capítulos! 



    Escrito por Cris às 02h57
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    Beijos, até um dia

    Impressionante o quanto a gente se acomoda. Basta saber que a pessoa está ali e está tudo bem; não nos preocupamos em ligar, em dizer, em demonstrar. Acontece que de repente, tudo se acaba. 

     

    Eu sei que chegou a sua hora. Sei que é egoísmo meu te pedir para ficar. Também sei que é tarde demais para fazer qualquer coisa. Mas eu te amo - acho que nunca te disse isso - e você vai fazer muita, muita falta. 

     

    Vá em paz com um beijos dessa sua neta branquela.



    Escrito por Cris às 01h57
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    15 livros

    As regras: Não demore muito para pensar sobre isso. Quinze livros que vão sempre estar com você. Liste os primeiros quinze que você lembra em não mais do que quinze minutos. Eles não tem que estar em ordem de importância. E, claro, me conte para que eu conheça seus livros a aumente a minha lista de ‘indicados’. 

     

     

     

    1- Tuareg - Alberto Vasquez-Figueroa

    2- Infiel - Ayaan Hirsi Ali

    3- O nome da Rosa - Umberto Eco

    4- Memórias de um livro - Geraldine Brooks

    5- O Pequeno Príncipe - Saint-Exupery

    6- Alice no país das maravilhas - Lewis Carol

    7- O Reverso da Medalha - Sidney Sheldon

    8- O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Zafón

    9- Vivendo, Amando e aprendendo - Leo Buscaglia

    10- Anna Karenina - Leon Tostoi

    11- O morro dos ventos uivantes - Emily Bronte

    12- O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde

    13- Catadores de Conchas - Rosamunde Pilsher  

    14- Água para elefante - Sara Gruen

    15- Harry Potter (Todos) - J. K. Rowling

     

    (Retirei essa ‘corrente’ do Facebook)



    Escrito por Cris às 03h00
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    Vivendo e aprendendo

    Se existe algo que o Tetris me ensinou é que meus erros se acumulam em pilhas e meus acertos simplesmente desaparecem!



    Escrito por Cris às 05h13
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