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    Rascunhos
    “Se na literatura busco recriar
    a verdade que se esconde sob a realidade,
    na vida corro o risco, às vezes fatal,
    de recriar alguém que só existe na minha imaginação.”
    - Fernando Sabino -

    Algo assim

    Mulher de 30



    Escrito por Cris às 23h00
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    Virando a página, algumas pelo menos

    Venci uma certa resistência que me acompanhava, cedi à curiosidade - não apenas do desfecho, mas mais especificamente sobre o segredo do sucesso - e estou lendo Amanhecer, o último livro da saga Crepúsculo.

    Começando do final. Mas devo dizer que o conhecimento obtido com os 3 primeiros filmes  permitem que eu acompanhe toda a história sem nenhum porém. A desvantagem? Sinto apenas que minha imaginação ficou limitada, visto que tudo o que “enxergo” enquanto leio vem de Hollywood.

    Estou adorando o livro e já procurando os livros (todos 4) para minha coleção.  A escrita é fácil e o enredo viciante, o que explica a quantidade de fãs incontidos angariados por Edward, Bella e Jake.



    Escrito por Cris às 13h52
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    Não há silêncio que não termine - Ingrid Betancourt

    Durante uma viagem de campanha para a presidência da Colômbia, a candidata Ingrid Betancourt foi sequestrada pelas FARC e permaneceuem seu poder como refém  por 6 anos. 

     

    Apartada do direito natural de ir e vir, ela conta como foram os anos de cativeiro, não apenas a experiência em relação aos fatos, mas principalmente, a reação do instinto humano de sobrevivência e de adaptação ao meio. 

     

    Esses tem sido dias difíceis. Posso dizer que tem sido meses difíceis. Estou aprendendo a lidar comigo mesma, conhecendo uma outra Cris, ou talvez uma mesma Cris que eu escondia. 

    Fase de dúvida, abandono, solidão, saudade, fome, dor, dívidas, erros, medo e inércia. Uma fase onde tento me convencer de que é apenas uma fase, que tudo vai passar e onde me escondo do mundo e mergulho nos livros, vivendo as histórias de outros.

     

    Acontece que a história dessa vez foi real, aconteceu ali, sob nossos olhos e eu não me dei conta. Uma história que conta a dúvida do amanhã, o medo de viver e o medo de morrer, a solidão imposta, a fome real, o calor infernal, a revolta, a humilhação. Sinto vergonha de ler tudo isso sabendo que eu simplesmente ignorei a história enquanto ela desenrolava. Eu não li as revistas, não a vi a TV , não procurei saber e, não vou mentir, vou continuar ignorando o que ainda acontece na selva colombiana. Não vou me preocupar com algo que eu não possa mudar.  Prisioneiros das FARC é uma coisa revoltante, sub-humana, mas "normal" - a velha e conhecida banalização da violência.  

     

    E assim, mais uma vez, eu me revolto comigo mesma. Dentro da minha cabeça existe uma Cris revoltada que não sabe como agir e assim fica quieta e tenta encontrar desculpas para essa aceitação. 

     

    Estou em uma fase difícil sim, uma fase em que eu mesma entrei e que eu mesma vou sair em algum momento, apesar de passar os dias esperando alguma salvação cair do céu. Essa consciência da minha própria realidade e letargia me permite olhar o espelho com sinceridade. Eu minto para os outros, mas nunca para mim mesma.

     

    Gostei muito do livro, Ingrid surpreendeu como escritora, sua verdade é especial e sua coragem inspiradora. Um livro grande, fácil de ler em sua linguagem e difícil de apreender pela sua essência. Foi lido com várias releituras em alguns capítulos que eu queria guardar e, com certeza, estará na estante aguardando uma nova visita quando eu mesma estiver e outra fase. 

     

    PS: Eu deveria estudar antropologia



    Escrito por Cris às 10h51
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